quinta-feira, 8 de maio de 2014

O que é o almoço?

Joana, tens almoço? Não, Vera, não tenho. Depois vamos ao mc donalds ou assim. Ou ao sushi. Ai é tão caro. Precisamos daqueles cupões de desconto. Nunca mais saíram. Que chatice. Se calhar vamos mas é ao supermercado e compramos daqueles hamburguers que se aquecem no microondas. Tanto me faz, só não quero é cozinhar. Tudo bem, fazemos assim e assado e vais ver que fica bom. Fazemos não, fazes tu. Sim, faço eu.
E pimbas, a Joana faz-me uma saladinha daquelas muito saudáveis e tira-me as grainhas do tomate por causa do meu não dente.
Amigas assim são uma benção... nunca ninguém me tinha tirado as grainhas do tomate...
Agora é fazer figas para não ter fome daqui a 15 minutos!


quarta-feira, 7 de maio de 2014

tudo a assinar! não dá para fechar mais os olhos!


Reports of 234 kidnapped Nigerian schoolgirls have made headlines worldwide, and now a new twist has emerged — the kidnapped girls are reportedly being sold into modern slavery for as little as $121.
But there is a solution.
Experts believe that if the Nigerian Government acts immediately and uses every resource at its disposal, it can locate the girls and return them to their families.
However for this to happen they need to know that the world is watching — and waiting.Help save the 234 schoolgirls from Forced Child Marriage — tell Nigerian President Jonathan to:
  1. Act immediately on intelligence received from credible local sources;
  2. Work with neighbouring countries Cameroon and Chad as well as other nations offering assistance to mount an effective search for the girls; and
  3. Improve the protection of schools in north-eastern Nigeria so children can receive an education without risk of kidnapping, forced marriage or other abuses.
Each day the schoolgirls are held captive, the risk of them falling victim to Forced Child Marriage increases. By sending a strong, united message to Nigeria’s President today, we can help ensure his Government spares no effort until the girls are rescued and back with their families.

terça-feira, 6 de maio de 2014

Sem roooodinhas!!!

Bem sei que tenho um temperamento difícil e implico com as coisas mais parvas... uma das minhas irritações são as ciclovias.

Primeiro, porque o meu desporto favorito é arrastar-me até à esplanada mais próxima e beber um café, enquanto fumo um cigarro.
Segundo, porque as ciclovias invadiram as ruas e os jardins, de tal maneira desgovernada que é raro o dia em que eu ou as cadelas não temos que nos desviar em saltos (quase mortais) para não sermos atropeladas.
Terceiro, implico com aqueles capacetes manhosos que me fazem lembrar um pelicano poisado em cima da cabeça de alguém.
Quarto, não é tão mais fixe andar de bicicleta no campo que na cidade, a levar com os tubos de escape dos carros?

Entretanto, no fim de semana passado, o R. decidiu tirar as rodinhas à bicicleta da Laura. E lá fomos nós, ciclovia fora. A miúda espalhava-se, chorava, levava um beijinho, levantava-se, caía outra vez, chorava mais um bocadinho, levava mais uns miminhos e foi assim durante laaargos minutos. Até que de repente pedalou umas quantas vezes antes de cair. Era vê-la no chão, com o choro a meio, a bicicleta em cima dela e nós aos gritos yeahhhh boaaaa vivaaaaa!

Isto tudo para vir aqui engolir tudo o que disse sobre os utilizadores das ciclovias. É que no meio desta iniciação à bicla sem rodinhas, foram vários os incentivos dados à nossa filha por autênticos desconhecidos (os tais com o pelicano na cabeça, mais os que só estavam sentados no banco de jardim a apanhar sol) - Vai, tu consegues!! Força!! Ai, é tão gira esta fase! - e perdi a conta à quantidade de gente que estremecia e que iam na direcção dela com os braços estendidos cada vez que ela caía.

Por isso, resta-me resumir, que há pessoas sensíveis, solidárias e fofinhas nas ciclovias.

De resto, só nos falta afinar os comandos. Enquanto eu grito "TRAAAAAAVAAAAAAAAAAA", o pai grita "PEDALAAAAAAAAA, NÃO PÁRES!!!". E tenho que inventar outra irritaçãozinha de estimação que esta deixou de ter argumentos...


Look up


Mesmo correndo o risco de este vídeo já se ter tornado viral e de eu ter sido a última a ver...
Mesmo assim achei que valia a pena.

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Parabéns, Joana!

Amiga de todas as horas, confidente, que atura os maus humores matinais e ouve os meus desabafos e os meus medos. Uma lutadora. Uma tia fofinha.

Gosto de ti daqui até à lua e mais além.Que bom ter-te na minha vida!

Muitos parabéns, minha querida!



segunda-feira, 21 de abril de 2014

A lei do ruído não se aplica em dia de jogos da bola

Em dia de jogo passou a ser permitido:

- Estacionar em cima de passeios, passadeiras e em cima da relva, desde que seja na zona de Benfica,

- Buzinar feito maluco até às tantas, acordando do sono tranquilo as criancinhas que se deitam a horas decentes, desde que seja entre Benfica e o Marquês de Pombal,

- Sujar com garrafas e latas os jardins, no percurso Benfica - Marquês de Pombal,

- Gritar a altas horas da noite pela rua fora, coisas sobre futebol (entre Benfica e o Marquês de Pombal), assustando as criancinhas que já estão despertas,

- Ocupar a Praça do Marquês de Pombal, fechar o trânsito e chatear toda a gente (que até pode gostar de um bom jogo de futebol, só não gosta de assistir a ajuntamentos de gente descontrolada por causa de uma bola).

quinta-feira, 10 de abril de 2014

O bom tempo torna tudo menos difícil...


Chega o tempo de:
- Acordar com os passarinhos a cantar
- Deixar as janelas abertas até mais tarde
- Beber uma imperial na esplanada
- Fazer a pausa do almoço ao sol
- Esquecer o casaco em casa
- Não ter frio
- Ver as árvores a encherem-se de flores
- Começar a pensar no verão e praia e férias
- Secar a roupa sem que chova e faça sol e chova outra vez
- T-shirts e sandálias
- Cores vivas
- ...

Bem-vinda Primavera!

segunda-feira, 7 de abril de 2014

sobre o poliamor

o mundo está a mudar. é difícil aceitar mudanças sobretudo as que não entendemos. muita gente me tem perguntado pelo poliamor. explico o possível, aqui está uma explicação na primeira pessoa:

http://sicnoticias.sapo.pt/especiais/40anos25abril/2014-04-05-um-caso-de-poliamor-que-assume-a-liberdade-de-escolha
 clicar na imagem

quarta-feira, 2 de abril de 2014

as lolitas estão em festa

a Eurídice faz 30 anos.
e a Eurídice arrisca-se a ser, aos 30 anos de vida solar como diz o outro, a pessoa mais fixe e amiga da face da terra. é o que dá ser Lolita. e ser Eurídice.
parabéns, maluquinha!





terça-feira, 1 de abril de 2014

sexta-feira, 28 de março de 2014

Tempo

Hoje dei por mim a refletir sobre o tempo, essa noção meio abstrata mas que nos tolda a nossa forma de estar. Cada vez temos menos tempo para fazermos o que queremos ou para estarmos com quem gostamos e com quem queremos. Isso é um facto e acho que transversal a todos nós! Neste momento em que tenho uma pausa de 10 minutos em que podia estar a fumar um cigarro, mas estou a escrever neste blog. E este é também um pensamento, que pelo menos em mim é recorrente, se estou a fazer uma coisa, também podia estar a fazer outra. Mas a verdade é que vivendo assim, não estou a fazer uma, nem outra. Ao mesmo tempo passam-me coisas pela cabeça preocupações com pessoas com quem gostava de estar: perguntar à V se o problema dela agora secou que o tempo está melhor, perguntar pelos canos da S e desafiá-la para um café no intervalo dos meus compromissos, planear uma fuga com o F, saber da M e engendrar uma maneira de pôr o P a gostar da princesa-ervilha, estar com a L e saber dela, falar com a S e rirmo-nos e inventar coisas para rir, nos intevalos de falar de coisas sérias...

 O tempo é finito (e isto é outro facto!): uma hora tem 60 segundos, um dia 24 horas e uma semana apenas 7 dias. E nós só temos a capacidade de fazer uma coisa como deve ser, de estarmos presentes num só momento.

Esta conversa surgiu com uma amiga, a B, a propósito dos telemóveis. Já ninguém acredita que uma pessoa possa ter o telemóvel desligado ou que por algum motivo não possa atender. Parece que tudo o que esse pequeno aparelho nos reporte é importante. E é? É mesmo? Quantas chamadas, mensagens, toques (que já raramente se usam), emails, são realmente importantes e precisam que nós interrompamos tudo aquilo que estamos a fazer para lhe dedicar atenção? No entanto, é frequente que se largue tudo porque aquele "bichinho manipulador" apitou por algum motivo. E nesses momentos saímos de onde estamos, sem realmente dar atenção à pessoa que temos à nossa frente. Será porque o que está à nossa frente não é merecedor da nossa atenção? O filme que está a dar no cinema e cujo bilhete está agora mais caro do que nunca, roçando quase um valor pornográfico? (Então porque é que não se esperou que saísse na internet para o ver?!) Aquela conversa com uma amiga em que se falam de coisas importantes e de coisas que se passam cá dentro e que por vezes precisam de espaço e tempo para se revelarem? (Então porque é que se foi beber café com essa amiga e não ficámos em casa ou no café a fazer o que realmente importa?!).

Parece que perdemos a capacidade de estar num só lugar ao mesmo tempo e parar... Gosto de pensar que sou diferente ou que estou diferente. Peço desculpas a todas as pessoas que tinha à minha frente e com quem estava a ter um momento significativo da minha vida para desviar a minha atenção para o tal "bicho manipulador". Já mo fizeram a mim e sei o que custa...


sábado, 22 de fevereiro de 2014

Desculpa, Laura...

Por estares enfiada numa sala, com esse rabinho que nunca consegue estar quieto, das 9h às 18h30. Por vires para casa a chorar porque a professora bateu na mão do teu amigo ou gritou contigo porque estavas a olhar pela janela a ver passar uma nuvem em forma de gato.


Por trazeres trabalhos de casa como castigo, quando te prometi que estudar seria sempre uma maravilha.


Perdoa-me, Laura, por teres ficado sem recreio, quando me recusei a ver o teu sofrimento num domingo de sol (e têm sido tão raros), sentada na tua secretária, a tentares escrever a pérola da pedagogia “Devo estar com mais atenção às correções” vezes sem conta, e decidi que era bem mais produtivo irmos ver o Palácio da Pena e apanhar flores na serra, depois de teres estudado sexta quando chegaste da escola, mais sábado durante grande parte da tarde.


Por  veres  a mãe de uma colega tua a consolá-la porque a professora não a deixou ir à casa de banho e ela fez xixi pelas pernas abaixo e por ouvires o desespero de uma mãe desempregada, que não tem dinheiro para pagar explicações fora da escola, o apoio escolar não está a resultar e a filha pergunta-lhe porque é que é burra. Respondo-lhe que não há crianças burras, mas sim com diferentes formas de aprendizagem. Que são os adultos, neste caso, os professores, que têm que descobrir maneira de a cativar, e ela agradece-me porque nunca tinha pensado nisso. Nunca ninguém lhe tinha dito que a filha não é efectivamente burra.


Por chorares com medo de errares. Porque na escola ralham contigo quando erras.


Por começares a ter medo de falar.


Isto tudo, numa “escola-modelo”, numa capital europeia.



Esta não é a escola que eu quero para ti.


Quero uma escola em que os professores são amigos dos alunos e os alunos amigos dos professores. Uma escola em que todos se respeitem. Uma escola compreensiva, solidária, integrativa, justa e criativa. Livre de violência, de preconceitos. Que não seja submissa. Que forme efectivamente cidadãos. Sem castigos, sem agressividade, respeitando a especificidade, as particularidades e o ritmo de cada aluno.


Acima de tudo, uma escola onde se seja feliz. Porque toda a gente sabe que crianças felizes aprendem melhor.


Ainda vou a tempo, Laura. E isto é uma promessa.


quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

O problema não é o dia de São Valentim

O problema é viver os outros dias do ano quando

- bato com o dedo mindinho do pé no órgão que vive entre a sala e a marquise várias vezes no mesmo dia,
- lhe grito 567784 vezes para que acorde, ele abrir ligeiramente os olhos, e adormecer novamente entre rosnadelas,
- faz a Av. Lusíada como se fosse uma pista de fórmula um,
- lhe peço 6785764 vezes para ler histórias calmas à miúda que já devia estar a dormir e apanhá-los às gargalhadas meia hora depois,
- faz piadas sobre as minhas dores de dentes (para que eu me ria e pare de chorar),
-  tenho dores de cabeça com algumas das músicas que ele ouve e babo-me com as que ele faz,
- nunca gosto do jantar, mas nunca tenho que o cozinhar,

...e o amo mais a cada dia que passa.

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Aos seis anos e meio

- É fã dos The Beatles, The Quartet of Woah!, Queen, Pink Floyd, Nirvana, Eddie Vedder, David Bowie, Band of Skulls e Elis Regina.
- Chorou a ver o Little Stuart e um filme de natal em que transformavam um cão em pedra.
- Não compreende como é que as praxes integram alguém. Desde quando é que humilhar, dar ordens e sujar alguém é ser amigo. Já deixou bastante claro que se alguém a tentar pintar, espeta-lhe a caneta pelo nariz acima.
- É do quadro de honra da leitura (merda para os quadros de honra!!!!) - but of course i'm proud.
- Acha esquisito que no livro de estudo do meio existam todo o tipo de famílias, excepto dois pais ou duas mães.
- Gosta de se enfiar a meio da noite na nossa cama. Dormimos mal que a miúda está enorme e ginastica a noite toda, mas sabe bem como tudo.
- Deixou o ballet clássico e passou para o contemporâneo. Tem um professor só para ela. O melhor professor do mundo e nunca a vi tão feliz e tão aplicada.
- Adora dançar, cantar, tocar órgão, bateria e harmonica e pintar grandes telas.
- Ouve música nas portas a bater e na chuva a cair.
- Adora animais. Adora que a Essi durma com ela nas noites frias.
- Ficou de boca aberta quando a levei ao Mosteiros dos Jerónimos. Quando vê arco-íris fica com essa mesma expressão: "Como é que isto é possível??!!".
- Não gosta de fazer os trabalhos de casa. Trá-los praticamente todos os dias e fá-los. Mas com a mão a segurar a cabeça.
- Recusa-se a ir a circos com animais.
- Está a aprender a fazer tricot.
- Na escola conhece toda a gente. Gosta de toda a gente e toda a gente gosta dela.
- É altamente generosa. Leal. Sincera. Carinhosa.
- Fica sentida quando gritam com ela.
- Pergunta-me várias vezes se o Passos Coelho e os seus amigos já se foram embora, para ter um mano.
- A maior alegria seria ter um mano.
- Continua a gostar de saltar nas poças da chuva e nas folhas secas. Pára na rua e fecha os olhos para sentir o sol na cara, nos dias de inverno.
- Adora apanhar conchas.
- Detesta não saber saltar à corda, mas também não tenta aprender.
- Adora que lhe contemos histórias de quando era bebé.
- Continua a não gostar de sopa e pede-me com jeitinho para lha dar à boca nos dias em que está mais cansada.
- Tem uma letra maravilhosa.
- A matemática fascina-a.
- Adora futebol. É do Porto porque gosta de azul.
- Quando está preocupada com alguma coisa, pede ao pai que lhe cante o Summertime.
- Não gosta de ser fotografada e tenho que a fotografar sem que ela repare.
- Gosta de fingir que sabe inglês. E francês.
- Ri-se quando eu e o pai nos beijamos. Ri-se muito e abraça-nos as pernas.
- Sabe falar com as árvores. E com todos os animais. Acha que os pombos a perseguem porque ela os compreende.
- Não toca em leite. Só com chocolate. Não aprecia bolos. Nem sumos. Mas faz cara séria, quando o pai a deixa dar um golo no copo de coca-cola. Sente-se mais crescida.
- Acredita na fada dos dentes e no pai natal.
- Detesta acordar cedo.
- Tem orgulho em ser a única criança a ter a árvore de natal montada na sala. Em Fevereiro.
- É pedinchona e teimosa como tudo.. A maior drama queen com que já me cruzei.
- Nunca se cala. Nunca!
- É maravilhoso ser mãe dela.


...
One of these mornings
You're going to rise up singing
Then you'll spread your wings
And you'll take to the sky

But until that morning
There's a'nothing can harm you
With your daddy and mammy standing by

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Hoje levei uma chapada... duas para ser mais exacta

Hoje vi uma criança sair do ATL, dirigir-se à mãe e levar com um "ou vestes o casaco ou levas duas chapadas"...

Não houve troca de beijinhos, nem de abraços. Não houve qualquer tipo de afecto. Nem um "olá", nem um "tiveste um dia bom?", e muito menos um "tive saudades tuas!"...

Já não é a primeira vez que assisto a este tipo de miminhos dos pais quando vão buscar os miúdos, mas gostava mesmo que esta tivesse sido a última.

A criança que saiu do ATL é a criança que me pede sempre um beijinho quando deixo a Laura de manhã na escola.

Deve ser tão difícil ser criança quando se cresce entre monstros...