Lolitar.
(do latim aparvalhare, um)
v. int.
1. Acto de fazer lolitagens;
2. Deitar cá para fora amarguras, irritações, parvoíces e palavras pirosas do coração;
3.O mesmo que esticar o cabelo na marquise da Rosa.
Mostrar mensagens com a etiqueta manta de retalhos. Mostrar todas as mensagens
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segunda-feira, 8 de outubro de 2012
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
Nós (vai ser piroso!)
As Lolitas. Somos de ir às lágrimas. Tanto para rir como para chorar. Somos únicas no mundo. Somos especiais. Refilamos, discutimos, o que é óptimo, porque significa que somos pessoas, mulheres, com vontades e ideias próprias. Mas sabemos celebrar a vida como ninguém. Seguramo-nos umas às outras, como quem segura uma pedra preciosa, ou um cubo de gelo que não pode derreter. Com cuidado, com uma força sobrenatural, uma força de quem crava espinhos no coração. Com uma força que rasga o peito. Mas não dói assim. É uma dor boa, uma dor que me faz gritar de alegria, uma dor boa de quem ama. Uma dor sem limites, mas que não arde.
Quando os filhos e os cães umas das outras adoecem, é ver as lolitas em acção, com mensagens, telefonemas, visitas e mimos. Se uma de nós adoece é ver correntes positivas de fazer parar o tempo. Estamos mesmo quando não estamos. É que quando dói numa, passa a correr nas veias das outras. Se é tristeza numa, passa a tempestade nas outras. Se uma gosta, as outras dão. Se uma fraqueja, as outras seguram. Se é espectacular para uma, é brilho nos olhos das outras. Se é amor, passa a borboletas na barriga das outras. É lindo, é maravilhoso e é meu!
Quando os filhos e os cães umas das outras adoecem, é ver as lolitas em acção, com mensagens, telefonemas, visitas e mimos. Se uma de nós adoece é ver correntes positivas de fazer parar o tempo. Estamos mesmo quando não estamos. É que quando dói numa, passa a correr nas veias das outras. Se é tristeza numa, passa a tempestade nas outras. Se uma gosta, as outras dão. Se uma fraqueja, as outras seguram. Se é espectacular para uma, é brilho nos olhos das outras. Se é amor, passa a borboletas na barriga das outras. É lindo, é maravilhoso e é meu!
(para quem acha que a falta a eurídice na foto, é olhar bem para dentro do copo... ela está lá escondidinha!)
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
É a vida, lolitas
... a sério. é a vida. são as indecisões de hoje e as certezas de amanhã. são as lágrimas e as angústias de hoje e os abraços de amanhã. o odiar o mundo hoje e amar tudo e todos amanhã. faz parte.
andamos numa fase em que precisamos de colo e fugimos umas das outras. temos coisas por dizer umas às outras. temos gritos para atirar umas às outras. temos olhares para trocar umas com as outras. já fizémos as máscaras, chegou o momento de as tirar. eu não quero viver de máscaras. quero viver com peitos onde me encostar. quero poder deitar-me na areia quente com vocês ao meu lado e não ser preciso dizer nada. só estarmos e estarmos e deixarmo-nos estar mais um bocadinho. fazer com que o mundo páre...
andamos numa fase em que precisamos de colo e fugimos umas das outras. temos coisas por dizer umas às outras. temos gritos para atirar umas às outras. temos olhares para trocar umas com as outras. já fizémos as máscaras, chegou o momento de as tirar. eu não quero viver de máscaras. quero viver com peitos onde me encostar. quero poder deitar-me na areia quente com vocês ao meu lado e não ser preciso dizer nada. só estarmos e estarmos e deixarmo-nos estar mais um bocadinho. fazer com que o mundo páre...
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
Vocês sabem que eu leio muito, oiço muito e observo muito...
Odeio pensar que os pais e mães andam a dormir. Mas há dias em que assisto a coisas que me fazem pensar assim...
É porem-nos em frente à tv, sozinhos, como se a televisão substituisse por algum momento a companhia das pessoas de quem gostam;
É decidirem por eles de que clube são, de que religião são e que a maior parte dos conflitos se resolve ao pontapé;
É não se sentarem ao lado deles, não lerem com eles (mesmo que isso signifique bocejos sem fim - pelo menos da minha parte), não fazerem colagens com eles (mesmo que isso signifique terem que descolar papel do soalho de madeira), não fazerem desenhos com eles (mesmo que isso signifique terem que mandar os estofos do sofá para a lavandaria e aquela camisola gira como tudo passa a camisola interior), não cantarem com eles (mesmo que sintam que os vizinhos vos olham de maneira esquisita), não brincarem com eles (apesar do cansaço do dia de trabalho e o pó por baixo do carrinho de chá que não pára de aumentar).
Assisto a gritos, ameaças e puxões por tudo e por nada (se somos o modelo a seguir, fará algum sentido ser um modelo que perde a cabeça vezes sem conta?!); alimentam-nos mal (batatas fritas e chocolates às 8h30; fruta e sopa nem vê-los); não lhes dizem que os amam incondicionalmente e que são os melhores filhos do mundo.
A minha é! Todos os dias das nossas vidas, cada hora, cada milésimo de segundo.
E acima de tudo, gostar deles é não lhes mentir.
Acredito com todas as minhas forças que não é por dar um beijinho no dói-dói (invisível) no joelho, que ela vai ficar uma menina "mariquinhas". Às vezes também estamos tristes e queremos miminhos. O meu beijinho nos dói-dóis dela, a minha paciência à espera que a birrinha (seja no café, em casa ou no jardim) páre para podermos conversar, significam o meu amor por ela. Significa que estou aqui para ficar.
E assim me fico com a minha reflexão parental de hoje, enquanto penso em coelhinhos fofinhos.
É porem-nos em frente à tv, sozinhos, como se a televisão substituisse por algum momento a companhia das pessoas de quem gostam;
É decidirem por eles de que clube são, de que religião são e que a maior parte dos conflitos se resolve ao pontapé;
É não se sentarem ao lado deles, não lerem com eles (mesmo que isso signifique bocejos sem fim - pelo menos da minha parte), não fazerem colagens com eles (mesmo que isso signifique terem que descolar papel do soalho de madeira), não fazerem desenhos com eles (mesmo que isso signifique terem que mandar os estofos do sofá para a lavandaria e aquela camisola gira como tudo passa a camisola interior), não cantarem com eles (mesmo que sintam que os vizinhos vos olham de maneira esquisita), não brincarem com eles (apesar do cansaço do dia de trabalho e o pó por baixo do carrinho de chá que não pára de aumentar).
Assisto a gritos, ameaças e puxões por tudo e por nada (se somos o modelo a seguir, fará algum sentido ser um modelo que perde a cabeça vezes sem conta?!); alimentam-nos mal (batatas fritas e chocolates às 8h30; fruta e sopa nem vê-los); não lhes dizem que os amam incondicionalmente e que são os melhores filhos do mundo.
A minha é! Todos os dias das nossas vidas, cada hora, cada milésimo de segundo.
E acima de tudo, gostar deles é não lhes mentir.
Acredito com todas as minhas forças que não é por dar um beijinho no dói-dói (invisível) no joelho, que ela vai ficar uma menina "mariquinhas". Às vezes também estamos tristes e queremos miminhos. O meu beijinho nos dói-dóis dela, a minha paciência à espera que a birrinha (seja no café, em casa ou no jardim) páre para podermos conversar, significam o meu amor por ela. Significa que estou aqui para ficar.
E assim me fico com a minha reflexão parental de hoje, enquanto penso em coelhinhos fofinhos.
quarta-feira, 15 de junho de 2011
Ai Lolitas, Lolitas!
Quase um mês sem lolitar no blog!
E não se compreende: eles foram festas de aniversário com chuva e sem chuva, eles foram santos populares e mini-férias no alentejo, eles foram tertúlias no chapitô com vestidos vintage, eles foram concertos de rock e troca de bikinis!
A nós ninguém nos pára! Por falar em pára, queridas amigas, onde pára essa manta? É que durante a noite sabe bem uma mantinha a tapar as pernas! (e além disso não páro de pensar em mojitos!!)
E não se compreende: eles foram festas de aniversário com chuva e sem chuva, eles foram santos populares e mini-férias no alentejo, eles foram tertúlias no chapitô com vestidos vintage, eles foram concertos de rock e troca de bikinis!
A nós ninguém nos pára! Por falar em pára, queridas amigas, onde pára essa manta? É que durante a noite sabe bem uma mantinha a tapar as pernas! (e além disso não páro de pensar em mojitos!!)
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
A QUEM DE DIREITO
Ano bom, ano mau, dias melhores e dias piores.
Antes de me atirar aqui à minha mais recente empreitada, venho propor uma passagem de ano de lolitas.
Tal evento pretende, assim, suprir todas as falhas que temos, algumas, encontrado neste novo ano e também reiterar outras coisas boas que, apesar de tudo, algumas lolitas dizem estar a viver.
(pequeno aparte: a minha distensão é já só uma distensãozinha, e embora o autoagrafamento da minha pessoa a um livro tenha tentado debelar a minha fé inequívoca neste ano que arranca, drenei a ferida infecta que ameaçava o meu indicador com a aniquilação total e expurguei, assim, o mal que se instalava na minha alma crente e jovial. Mas ainda dói um bocadinho...)
(2º pequeno aparte: li A VELHICE DO PADRE ETERNO ontem em 3h e fiquei com o vocabulário assim. Não posso fazer nada, desculpem. Hoje vou ler ensaios e o GUARDADOR DE REBANHOS de trás para a frente. Amanhã sairá outra coisa, mais metafísica, sei lá. Não quero pensar, que a dor de pensar na árvore e na ceifeira que não existem lembram-me o nada de um girassol.)
Como alguém tem de pôr ordem nisto (neste ano, porque está muito desigual. Ainda não tive nenhum jantar onde aprendesse mais que em 3 meses, é injusto), aqui vai o meu
PROJECTO DE PASSAGEM DE ANO FANTÁSTICA E FENOMENAL DAQUELAS QU'A GENTE NUNCA MAIS ESQUECE. PÁ. :
a) - no previamente acordado dia 22 de Janeiro, as Lolitas reunir-se-ão no palácio da Rosa pelas 16H. Levaram consigo comida, bebida e retalhos.
b) - diz que vai estar sol. E diz que a Eurídice não pode ficar muito tempo porque as sevícias da vida de estudante assim lho impõem, pelo que é começar logo a a costurar e a refrescar a garganta (o calor que tem feito, ui!)
c) - antes do pôr-do-sol, as lolitas juntar-se-ão (na rua ou na varanda da Rosa) para celebrar a passagem do ano, com alegria, retalhos e luz! Porque a gente quer é sol e dias grandes para fazer muitas coisas
d) - a passagem do ano lolita deve ser feita comme il faut, ou seja, com a observação das seguintes superstições:
1) agarradinhas à manta (todas ao mesmo tempo)
2) com luz do dia
3) com alegria (vulgo: caiprinha/cerveja/água com açúcar)
E tenho a certeza de que assim, sim, ficaremos todas na paz das lolitas e em paz com o mundo e nada nos poderá fazer mal, porque passámos de ano ao sol e alegres. E 2011 é quando uma lolita quiser. E se não resultar, passamos já para 2012 daqui a uma semana, não custa nada. Diz que é bissexto e eu acho que é aziago, mas é só dizer!
Antes de me atirar aqui à minha mais recente empreitada, venho propor uma passagem de ano de lolitas.
Tal evento pretende, assim, suprir todas as falhas que temos, algumas, encontrado neste novo ano e também reiterar outras coisas boas que, apesar de tudo, algumas lolitas dizem estar a viver.
(pequeno aparte: a minha distensão é já só uma distensãozinha, e embora o autoagrafamento da minha pessoa a um livro tenha tentado debelar a minha fé inequívoca neste ano que arranca, drenei a ferida infecta que ameaçava o meu indicador com a aniquilação total e expurguei, assim, o mal que se instalava na minha alma crente e jovial. Mas ainda dói um bocadinho...)
(2º pequeno aparte: li A VELHICE DO PADRE ETERNO ontem em 3h e fiquei com o vocabulário assim. Não posso fazer nada, desculpem. Hoje vou ler ensaios e o GUARDADOR DE REBANHOS de trás para a frente. Amanhã sairá outra coisa, mais metafísica, sei lá. Não quero pensar, que a dor de pensar na árvore e na ceifeira que não existem lembram-me o nada de um girassol.)
Como alguém tem de pôr ordem nisto (neste ano, porque está muito desigual. Ainda não tive nenhum jantar onde aprendesse mais que em 3 meses, é injusto), aqui vai o meu
PROJECTO DE PASSAGEM DE ANO FANTÁSTICA E FENOMENAL DAQUELAS QU'A GENTE NUNCA MAIS ESQUECE. PÁ. :
a) - no previamente acordado dia 22 de Janeiro, as Lolitas reunir-se-ão no palácio da Rosa pelas 16H. Levaram consigo comida, bebida e retalhos.
b) - diz que vai estar sol. E diz que a Eurídice não pode ficar muito tempo porque as sevícias da vida de estudante assim lho impõem, pelo que é começar logo a a costurar e a refrescar a garganta (o calor que tem feito, ui!)
c) - antes do pôr-do-sol, as lolitas juntar-se-ão (na rua ou na varanda da Rosa) para celebrar a passagem do ano, com alegria, retalhos e luz! Porque a gente quer é sol e dias grandes para fazer muitas coisas
d) - a passagem do ano lolita deve ser feita comme il faut, ou seja, com a observação das seguintes superstições:
1) agarradinhas à manta (todas ao mesmo tempo)
2) com luz do dia
3) com alegria (vulgo: caiprinha/cerveja/água com açúcar)
E tenho a certeza de que assim, sim, ficaremos todas na paz das lolitas e em paz com o mundo e nada nos poderá fazer mal, porque passámos de ano ao sol e alegres. E 2011 é quando uma lolita quiser. E se não resultar, passamos já para 2012 daqui a uma semana, não custa nada. Diz que é bissexto e eu acho que é aziago, mas é só dizer!
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
As lolitas andam tontas...
ele é gripes, tectos caídos, crianças com viroses ou sangue no nariz, falta de inspiração, cadelas coxas, peixes mortos, dúvidas profissionais e falta de emprego... que mais estará mais vir?
o que nos vale é a nossa mantinha, que nos aquece os corações nestes tempos conturbados (é a rosa que tem as fotos actualizadas da manta e tem preguiça de as pôr aqui hehheheheheh)
o que nos vale é a nossa mantinha, que nos aquece os corações nestes tempos conturbados (é a rosa que tem as fotos actualizadas da manta e tem preguiça de as pôr aqui hehheheheheh)
sábado, 1 de janeiro de 2011
Vocês acreditam
que a sofia chichorro me ofereceu o livro da manta de retalhos, sem saber da existência da nossa manta de retalhos?? Isto só pode querer dizer que a sofia é uma lolita também!!!
Sete Razões Para Se Ser Lolita (ou obrigada, Lolitas!)
1 - as lolitas são miúdas giras, pá. Mesmo giras.
2 - as lolitas sabem fazer tudo e mais alguma coisa: cozinham, conversam, escrevem, lêem, contam histórias, trocam fraldas, mandam mails, têm blogues, maquilham-se, fazem lanches, jantares e festas, dão colo e ralham, fazem teatro, tiram cursos, dão cursos, eu sei lá...
3 - uma lolita não tem medo de nada. Nem de osgas. Nem de aranhas
4 - uma lolita só é lolita se há outras lolitas. Exemplo: uma lolita não tem medo de nada. Quando uma lolita têm medo de osgas, vem outra lolita que não tem medo de osgas. O medo das osgas fica, assim, anulado para todo o sempre. Também funciona com aranhas, borbulhas e cansaço.
5 - as lolitas juntam-se para fazer mantas de retalhos. Não há nada mais fixe que fazer mantas de retalhos, palavra. Se alguém disser o contrário, não é lolita, logo, não conta.
6 - Ser lolita é ter a língua afiada, os pés gelados e competências de todos os tamanhos e feitios.
7 - Uma lolita sabe que a única maneira de fazer frente à vida é sendo lolita. Aconteça o que acontecer, do trágico ao cómico, basta ter acesso à Internet e um servidor em condições para lolitar à vontade. E a vida é muito melhor depois de se lolitar um bocadinho.
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
estou apaixonada
pela nossa manta de retalhos, cheia de rectângulos mal cortados, cosida com muita conversa, muita gargalhada e muito amor! ai estas lolitas!!!
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