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quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Chega mais um ano e com ele novas resoluções (actualizado)



Pois é, sobrevivemos a mais um ano e entrámos agora num outro, desta vez ímpar (são os melhores, segundo dizem, outros são de opinião contrária). Este ano não se avizinha fácil, parece que vamos que ter apertar o cinto (confesso que nunca percebi esta expressão, nunca vivi de cinto largo...).

Mas comecei 2013 divertida e com pessoas que adoro. Trocámos o champanhe por sangria de espumante, não usei as tradicionais cuecas azuis ou vermelhas, fizemos a nossa própria contagem (a oficial foi demasiado cedo) e as passas foram resoluções públicas, uma a cada badalada.

Pode ser que assim o ano corra melhor.

1. Estar mais atenta.
2. Ser mais companheira.
3. Ser menos crítica.
4. Ser mais compreensiva.
5. Acordar mais cedo.
6. Ceder menos à preguiça.
7. Ouvir mais música, ver menos tv.
8. Não deixar os trabalhos para a última da hora.
9. Ser mais organizada e mais disciplinada.
10. Comer mais sopa ou vegetais ou sopa com vegetais. Aprender a fazer tricot.
11. Controlar as hormonas.
12. Não deixar que as notícias me tirem o sono.

Bom 2013 minhas amigas.
Será este o melhor de todos até agora.
Vão ver...

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

A QUEM DE DIREITO

Ano bom, ano mau, dias melhores e dias piores.
Antes de me atirar aqui à minha mais recente empreitada, venho propor uma passagem de ano de lolitas.
Tal evento pretende, assim, suprir todas as falhas que temos, algumas, encontrado neste novo ano e também reiterar outras coisas boas que, apesar de tudo, algumas lolitas dizem estar a viver.

(pequeno aparte: a minha distensão é já só uma distensãozinha, e embora o autoagrafamento da minha pessoa a um livro tenha tentado debelar a minha fé inequívoca neste ano que arranca, drenei a ferida infecta que ameaçava o meu indicador com a aniquilação total e expurguei, assim, o mal que se instalava na minha alma crente e jovial. Mas ainda dói um bocadinho...)


(2º pequeno aparte: li A VELHICE DO PADRE ETERNO ontem em 3h e fiquei com o vocabulário assim. Não posso fazer nada, desculpem. Hoje vou ler ensaios e o GUARDADOR DE REBANHOS  de trás para a frente. Amanhã sairá outra coisa, mais metafísica, sei lá. Não quero pensar, que a dor de pensar na árvore e na ceifeira que não existem lembram-me o nada de um girassol.)

Como alguém tem de pôr ordem nisto (neste ano, porque está muito desigual. Ainda não tive nenhum jantar onde aprendesse mais que em 3 meses, é injusto), aqui vai o meu


PROJECTO DE PASSAGEM DE ANO FANTÁSTICA E FENOMENAL DAQUELAS QU'A GENTE NUNCA MAIS ESQUECE. PÁ. :

a) - no previamente acordado dia 22 de Janeiro, as Lolitas reunir-se-ão no palácio da Rosa pelas 16H. Levaram consigo comida, bebida e retalhos.

 b) - diz que vai estar sol. E diz que a Eurídice não pode ficar muito tempo porque as sevícias da vida de estudante assim lho impõem, pelo que é começar logo a a costurar e a refrescar a garganta (o calor que tem feito, ui!)

 c) - antes do pôr-do-sol, as lolitas juntar-se-ão (na rua ou na varanda da Rosa) para celebrar a passagem do ano, com alegria, retalhos e luz! Porque a gente quer é sol e dias grandes para fazer muitas coisas

 d) - a passagem do ano lolita deve ser feita comme il faut, ou seja, com a observação das seguintes superstições:
         1) agarradinhas à manta (todas ao mesmo tempo)
         2) com luz do dia
         3) com alegria (vulgo: caiprinha/cerveja/água com açúcar)

E tenho a certeza de que assim, sim, ficaremos todas na paz das lolitas e em paz com o mundo e nada nos poderá fazer mal, porque passámos de ano ao sol e alegres. E 2011 é quando uma lolita quiser. E se não resultar, passamos já para 2012 daqui a uma semana, não custa nada. Diz que é bissexto e eu acho que é aziago, mas é só dizer!

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

UMA AVENTURA NAS URGÊNCIAS DO S. JOSÉ (a true story) - parte II


Claro que vale a pena. Tudo vale a pena, quando a dor não é pequena. MAS ESTA É A 2ª PARTE. VIDE POST ABAIXO PRIMEIRO, s'il vous plaît.
(...)

Volto para casa, a coisa continua a doer mas os analgésicos e o sono natural da 2ª feira tratam do resto. Telefono a dizer que não estou em condições de trabalhar, que amanhã estarei melhor, "mil desculpas, telefona se houver algum problema".

3ª feira, dia 11 de Janeiro, acordo no mesmo estado que no dia anterior mas meto logo dois analgésicos no bucho. O dia passa-se dentro do possível mas, numa consulta de rotina, o senhor doutor olha para mim, coxa e cambaleante, desprovida da minha natural graciosidade, e diz-me para eu ir às urgências, que aquele tronco não era o meu tronco. A medo, pergunto "às urgências? tem a certeza? será mesmo necessário?" A gente ouve histórias, adivinha como será mesmo sem ter lá estado. Haveria necessidade. "Faça-me esse favor e vá ver isso!"

E a Eurídice, a doce e ingénua Eurídice (sim, sou uma donzela neste episódio) lá se desloca às fatídicas urgências, onde começa a nossa história (para a próxima opto pelo estilo "in media res", para vos poupar a amarguras prosaicas. Para a próxima, será épico").

Elenco cronológico dos acontecimentos da passagem da noite de 12 para a manhã de 13 (agora na 1ª pessoa):

20h15 - admissão nas urgências. Pagamento da taxa moderadora.
20h20 - é-me atribuída a pulseirinha verde (na imagem) - significado da pulseirinha verde: não está a esvair-se em sangue, não traz um braço na mão nem tem a cara no sítio do rabo...não é urgente mas vamos deixá-la pensar que sim.
20h30 - penso "até agora, não percebo o porquê de tanto debate e queixa. Entrei agora mesmo e já sabem que sou verde. E que tenho a oxigenação a 100%. Muito eficiente, sim senhores."
20h40 - telefono à mãe ("Não, mãe, não preciso que venhas de cascos de diabo mais velho, com o pai, até aqui, para me fazeres companhia. Isto há-de ser rápido, eu já sou crescida, sei tomar conta de mim e toruxe chocolate comigo. Vamos falando")
21h - "ainda não chamaram ninguém, que estranho..."
21h20 - "olha, tão a chamar alguém!"
21h55 - "não, mãe, não preciso que venhas aqui ter, a sério. 'Tou óptima. Deixa-te estar. Sim, já comi. Não, não tenho frio."
22h30 - "olha, chamaram outra pessoa"
23h - "olha! Revistas!"
23h10 - "olha, o miguel esteves cardoso consumia cocaína desde os 14 anos. Grande estróina. E esta está grávida. Chiça, toda a gente a parir, hoje em dia. Ah, espera, esta revista é de 2008..."
23h55 - estou nervosa. dói-me tudo, já não tenho posição. Dirijo-me ao balcão de entrada e pergunto quanto tempo falta para ser a minha vez, porque não me estou a sentir muito bem, as dores pioraram, estou a tremer. ""Depende das horas a que entrou, menina. O senhor que foi agora para a consulta chegou cá às 17h. A que horas entrou a menina"
23h56 - suores frios, visão turva, quebra de tensão
23h57 - "oiça, eu preciso de ver alguém, diga-me com quem é que tenho de falar para saber se é melhor ir para casa, se devo ficar." "Pois, não sei, menina. Eu acho que tem de esperar a sua vez. Daqui a 3 horas é capaz de ser atendida."
00h10 - convencida de que está um único médico "lá dentro" a atender dezenas de pessoas moribundas, entro na "área reservada" para pedir ajuda àquela alma torturada.
00h15 - encosto-me à parede a chorar de desespero e dores enquanto por mim passam umas dezenas de médicos, uns ao telefone com a namorada, outros a contar a bebedeira do amigo à enfermeira, outros que passavam de 5 em 5 minutos ora com bata ora sem bata, outros ainda que, a avaliar pela passada, pareciam estar no parque a desfrutar do fresquinho da madrugada.
00h40 - ainda a chorar, uma recepcionista pergunta-,me se estou ali sozinha, diz-me que não se deve estar sozinho nas urgências e arranja-me uma enfermeira.
01h10 - espero de pé que a enfermeira apareça. Pergunta-me "nunca teve dores, é? Nunca lhe doeu nada na vida" Voltei ao infantário, só faltava a taça de alface.
01h30 - estou a ser vista por uma médica que me toca com relutância e repugnância na costela afectada. Escreve no computador durante 15 minutos, dá-me um papel para fazer raio-x e análises. Pergunto-lhe "tem ideia do que possa ser?" "Pode ser muita coisa. Pode não ser nada. Eu não sei. Não sei."
01h45 - "espere aqui na salinha um bocadinho que já a chamo com os resultados.
01h47 - chegam os pais, à revelia. A mãe traz bolachinhas e mimo.
01h59 - gozamos com a médica que nada sabe. gozamos com o médico que não consegue dizer os nomes de ninguém no intercomunicador, pelo que ninguém se levanta quando é ele a chamar.
02h30 - deve estar quase. Era "um bocadinho"
03h25 - deve estar mesmo quase. "Já passaram duas horas, caramba"
03h30 - "Eurídice Gomes, balcão dos verdes" Lá vou eu. A menina diz que as análises não acusam nada e o raio-x também não. No entanto, como as dores são muitas, sugere-lhe o meu tronco defeituoso e desequilibrado e as dores de que padeço ao mais ligeiro toque que posso ter a costela partida. "Tem de ir para ortopedia"
03h40 - Bato à porta da ortopedia. Lá de dentro, um sujeito que admito poder ter tirado o curso o curso de medicina mas que não teve mãe para lhe ensinar maneiras pergunta-me "O que é que está aqui a fazer?" "Estava aqui no bairro e lembrei-me passar por aqui para ver se precisava que alguém lhe pontapeasse a masculinidade e ensinar boas maneiras", não respondi eu. Mandou-me esperar, que já me chamava. Saiu da cadeira onde estava estirado a olhar para o computador e dirigiu-se a outra sala para atender um paciente com um braço partido que o esperava.
03h50 - volta à sala, manda-me entrar e pergunta-me o que tenho. Explico. Pergunta-me se a médica que me mandou ali era novinha. Tinha de ser, porque costelas é ossos mas não é ortopedia, é cirurgia. Chama uma enfermeira para me levar à cirurgia, não sem antes percorrermos todos os gabinetes em busca da bruxa má que lhe perturbou a noite e lhe enviou uma costela que não era da competência dele.
03h59 -  cirurgia. "Oiça, não tem nada nas análises, o raio-x não tem nada. Dá-se bem com Nolotil? Óptimo, tome estes enquanto lhe doer" "Quanto tempo vai ser isso?" "No mínimo, se ficar quietinha, um mês. AS melhoras"
04h05 - tenho alta do serviço de urgências de São José, com uma receita de analgésicos na mão, dores intensas no músculo intercostal (agora sim, sei que é uma distensão muscular) e uma história para contar.

Foi no São José, podia ter sido no S. Francisco Xavier. Também já lá estive em pequena, quando soprei para dentro de um cinzeiro e fiquei cega de um olho durante uma semana, quando desloquei o pulso ao cair de um escorrega (era para a frente, não para o lado que se deslizava) e quando engoli uma espinha, que parecia o osso de um dinossauro. Por estas 3 visitas anteriores, achei que a experiência tinha de falar mais alto e impedir-me de lá voltar. Para a próxima, experimento o Santa Maria. Oiço dizer que ao menos tem acção, com estropiados, berros, rixas, braços em gelo na mão do cunhado...

UMA AVENTURA NAS URGÊNCIAS DO S. JOSÉ (a true story)


Com dores excruciantes no lado direito do tórax, Eurídice dá entrada no serviço de urgências do Hospital de S. José às 20h15 do dia 12 de Janeiro de 2011. Tem alta desse mesmo serviço às 4h da manhã do dia 13 de Janeiro. Esta é a história das incríveis 8 horas que passaram entre entrar com dores e sair com mais dores ainda.

Acordei tarde no Sábado, dia 8 de Janeiro. Ao levantar-me, reparo como sou sossegadita a dormir, uma paz de alma, que até dá gosto na altura de fazer a cama. Uma tosse "cafum-cafum", nas palavras da mãe, "tens de ir ver isso" nas palavras do pai, que começava a desaparecer com a ajuda de um xarope, acorda em mim depois do banho e sinto uma pontada no lado direito. "Mau", pensei. "Isto doeu um bocado, pá".
Ignoro, mais ou menos, dentro do possível. Hipocondríaca assumida há uns anitos, desconfio hoje que seja impossível desenvolver 5 ou 6 cancros diferentes no espaço de 3 semanas.

Adiante

Dor aguda no lado direito, mesmo por baixo, por cima, ao lado, na metafísica da minha última costela. Em alegre convívio com os progenitores, horas mais tardes, fico pálida e rezingona (um dia normal até agora) e sem energia ("mas eu acordei às 12h30. Mau! Sem energia? Com tosse cafum-cafum? Pálida? E hoje sangrei das gengivas! Aliás, há uma semana que sangro das gengivas? Aliás, há anos infindos que sangro das gengivas! Meus Deus, posso estar com leucemia!"  - welcome to my brain). A mãe acha estranha tanta prostração, pergunta-me se estou bem. Não quero alarmá-la com o facto de estar à beira da morte e resmungo qualquer coisa. Volto para casa. Como qualquer coisa (não me lembro o que seria, mas vou apostar em queijo fatiado, marca branca, que anda em altas no meu frigorífico há uns meses), sinto-me melhor, mas a dor continua e agora também dói quando espirro.

E assim entramos no dia 9 de Janeiro. A dor agrava-se, dói-me levantar-me, dói-me deitar-me, dói-me estar curvada, dói-me estar direita, dói-me tocar na maldita costela. Por esta altura tenho leucemia e cancro do pulmão, claro, porque o pulmão acaba ali, naquela pontinha que me dói. E porque estou muito enfastiada com a situação.

Dia 10 acordo para ir trabalhar e quando entro no carro percebo que a coisa de me demorar 35 minutos a vestir-me era apenas um prelúdio para as dores lancinantes que iria sentir a meter a 2ª enquanto ponho o cinto... Dou meia volta e vou ao médico de serviço permanente que me diz que pode ser uma de 3 coisas:
- distensão muscular
- zona (ó meu deus, é mesmo leucemia!)
- pneumotórax (eu sabia! é cancro do pulmão! ó meu deus, vou morrer e nunca cheguei a ter um iPad)

Raio-x e 1h depois, ficamos reduzidos a Zona - mas só se aparecerem borbulhinhas onde dói até 5ª feira - e distensão muscular. Toma lá analgésicos, vai para casa e sonha com borbulhas gigantes cheias de pus e sangue a escorrerem tronco abaixo enquanto tudo o que fica de ti são dois bracinhos e uma cabeça com o cabelo oleoso porque hoje nem conseguiste lavar o cabelo como deve ser.

fim da primeira parte

note-se que ainda não chegámos às urgências. Será de continuar?

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Continuando

as resoluções que prometi continuar em Janeiro em http://lolitar.blogspot.com/2010/12/resolucoes-de-ano-novo.html

  • Deixar de esperar demasiado das pessoas, como já várias vezes me disseram, o melhor é contar à partida só comigo, para não apanhar mais desilusões
  • Arranjar um guarda-chuva giro
  • levar a magali a cortar as unhas uma vez por mês
  • deixar de me desculpar pelo que chamam "mau feitio" - é do que sou feita! quem não gosta, azar!
  • ir piquenicar mais vezes à gulbenkian
  • visitar aquelas pessoas (incluindo a minha família de évora que adoro) que digo sempre que vou visitar e que afinal acabo sempre por não ir
  • cozinhar mais, porque apesar de o detestar fazer, até parece que tenho jeitinho para a coisa
  • regressar aos anos 80/90 e desligar o telemóvel para todo o sempre (acho que só dá jeito para quando viajamos para sítios manhosos e acontece um imprevisto)
  • apanhar mais sol
  • Encontrar um móvel horroroso e velho na rua e transformá-lo num móvel lindo para a cozinha
  • ouvir mais o silêncio - é das melhores coisas que temos!

Depois continuo, sei lá... lá para Fevereiro e passo a ter resoluções o ano inteiro!


sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Resoluções de Ano Novo

Adorava fazer este tipo de listas de objectivos, apesar de nunca cumprir a maior parte deles... mas sabia-me bem, pelo menos obrigava-me a pensar nas coisas que deixava pendentes ano após ano. Quando a minha mãe morreu, mudei de ideias e nunca mais fiz resoluções. Até hoje!!


Durante os próximos 365 dias, devo:


  • gritar menos e cantar mais
  • não sofrer por antecipação
  • tentar deixar de fumar
  • ter mais um(a) filh@
  • comer mais fruta e mais sopa
  • não deixar para amanhã o que posso fazer hoje
  • deixar de fumar
  • tirar mais fotografias
  • rir-me mais
  • ser mais carinhosa e mais paciente
  • voltar à dança
  • deixar de fumar, novamente
  • ser mais regrada nas horas de ir para a cama
  • não perder um episódio da anatomia de grey
  • inventar histórias para contar à laura
  • começar as prendas de natal em agosto
  • lolitar mais
  • deixar de ser preguiçosa e levar a essi e a magali mais vezes ao jardim dos montes de relva
  • ler mais e deixar de adormecer a meio dos filmes
  • viajar MESMO (para isso junto aqui ganhar o euromilhões)
  • mostrar às pessoas que amo que realmente não há nada mais importante no mundo que elas
  • fazer queixa à polícia dos vizinhos de baixo
  • levantar-me quando o despertador toca, para deixar de me atrasar
  • voltar a gostar de conduzir
  • fazer um mega castelo de areia na praia, com conchas e algas
  • ir de férias para odeceixe com o meu rui e a minha laura
  • fazer mantas de retalhos
  • escrever no blog das lolitas

Por agora acho que é tudo. Em Janeiro continuo.



Bom ano para tod@s!! Como quem diz: Boa vida para tod@s!!!