...até aos 7 anos e depois dos 24!
Lolitar.
(do latim aparvalhare, um)
v. int.
1. Acto de fazer lolitagens;
2. Deitar cá para fora amarguras, irritações, parvoíces e palavras pirosas do coração;
3.O mesmo que esticar o cabelo na marquise da Rosa.
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domingo, 8 de junho de 2014
sábado, 7 de junho de 2014
sexta-feira, 9 de maio de 2014
terça-feira, 31 de dezembro de 2013
quinta-feira, 31 de outubro de 2013
Sabemos que o amor de mãe é incondicional e do mais forte que existe (II)
quando os deixamos maquilharem-se com o nosso pincel de edição limitada da MAC e nos deliciamos a assistir ao espectáculo!
quarta-feira, 15 de maio de 2013
quinta-feira, 25 de abril de 2013
quarta-feira, 17 de abril de 2013
Lolitas we have a problem
"Nova Lei: pais notificados quando menores são apanhados bêbedos"
e se se lembram de notificar os menores quando os adultos forem apanhados alcoolizados?
e se se lembram de notificar os menores quando os adultos forem apanhados alcoolizados?
domingo, 14 de abril de 2013
Primavera
Trocam-se os piqueniques no chão da sala pelos piqueniques na relva,
Troca-se a lã felpuda por vestidos de algodão,
Semeia-se a nossa própria hortelã,
Abrem-se as janelas,
Voltamos aos baloiços, aos bolos de terra, às flores do jacarandá,
Ás idas à praia sem hora de regresso, aos jantares sem hora para terminar e às lolitices.
Viva a Primavera.
Troca-se a lã felpuda por vestidos de algodão,
Semeia-se a nossa própria hortelã,
Abrem-se as janelas,
Voltamos aos baloiços, aos bolos de terra, às flores do jacarandá,
Ás idas à praia sem hora de regresso, aos jantares sem hora para terminar e às lolitices.
Viva a Primavera.
(Obrigada Mãe. Não podias ter escolhido melhor nome para mim.)
sexta-feira, 8 de março de 2013
Dia da Mulher
"No Dia 8 de março de 1857, operárias de uma fábrica de
tecidos, situada na cidade norte americana de Nova Iorque, fizeram uma grande
greve. Ocuparam a fábrica e começaram a reivindicar melhores condições de
trabalho, tais como, redução na carga diária de trabalho para dez horas (as
fábricas exigiam 16 horas de trabalho diário), equiparação de salários com os
homens (as mulheres chegavam a receber até um terço do salário de um homem,
para executar o mesmo tipo de trabalho) e tratamento digno dentro do ambiente
de trabalho.
A manifestação foi reprimida com total violência. As
mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada. Aproximadamente
130 tecelãs morreram carbonizadas, num ato totalmente desumano.
Porém, somente no ano de 1910, durante uma conferência na
Dinamarca, ficou decidido que o 8 de março passaria a ser o "Dia
Internacional da Mulher", em homenagem as mulheres que morreram na fábrica
em 1857. Mas somente no ano de 1975, através de um decreto, a data foi
oficializada pela ONU (Organização das Nações Unidas)."
terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
Ser lolita
Eu e a R. éramos (somos) inseparáveis. Ela andava comigo ao colo quando íamos à praia com a junta de freguesia. Depois crescemos e a diferença de idades deixou de se notar. Vivíamos perto, passámos noites a fio, deitadas no meu sofá, a ouvir a nostalgia e a conversar. Andámos vários anos na mesma escola, as saídas à noite eram sempre na companhia uma da outra. Chorámos no ombro uma da outra todos os desamores e partilhámos as coisas boas da vida. Fazíamos compras juntas, passámos horas em esplanadas com os nossos canitos e não tínhamos segredos.
A R. foi para Londres. Onde tem um trabalho a sério e onde pôde finalmente pensar em ter uma família. Lá pode realmente viver, ao contrário do que aqui acontecia. Encontrou uma pessoa maravilhosa e vão ter um filho lindo.
Era raro o dia em que não nos falássemos.
Juntas fizemos os maiores disparates e as coisas mais divertidas do mundo!
Trocávamos livros, cds, roupa. Festejávamos o aniversário uma da outra como sendo o nosso.
Fui eu quem ela quis que a abraçasse quando lhe morreu uma pessoa muito querida.
No dia em que a minha mãe adormeceu para sempre, vim para casa preparar o funeral, cruzei-me com a R. à porta do meu prédio e não foi preciso dizer nada. Ela exclamou um "Oh", abraçou-me com aquela força que só ela tem e esfregou-me as costas. Deixou-me ir tratar das coisas com os meus irmãos e não me largou até eu ter força para me levantar e recomeçar a viver.
Na tarde seguinte ao nascimento da Laura, a R. foi a primeira pessoa a pegar-lhe ao colo. Foi quem lhe ofereceu a primeira roupinha e, apesar da distância, sabe quais são as personagens preferidas da minha piolha.
No dia do casamento dela chorei que nem um bebé, porque vê-la feliz é das melhores sensações do mundo.
E agora não posso estar perto dela e do seu rebento. Não lhe posso pegar na mão e dizer-lhe que está tudo bem, que foi só um susto, nem refilar com o bebé I. para parar de dar pontapés na sua mãe.
Estas são saudades que eu não queria ter. Queria poder estar presente por todas as vezes que a R. me fez rir, quando só me apetecia era chorar.
Isto é que é ser uma lolita. E foi a R. que me ensinou a ser uma. Isto é que é lolitar. É cuidar, é amar, dê a vida as voltas que der. É embrulhar o que o mundo tem de melhor, pôr-lhe um laço bem grande e oferecê-lo às pessoas do nosso coração. Para sempre!
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013
Lembram-se deste post Desafiem as Lolitas! (pelo menos esta!)? Pois é, está de volta!
Este blog funciona, para mim, como uma espécie de desabafo. É aqui que escrevo coisas que provavelmente nunca diria.
Tinha aqui preso "as promessas". Missão cumprida.
E agora? Digam lá coisas às lolitas! Desafiem-nos!
Hoje tive um dia um bocado chato e não me apetece escrever sobre coisas chatas...
Este blog funciona, para mim, como uma espécie de desabafo. É aqui que escrevo coisas que provavelmente nunca diria.
Tinha aqui preso "as promessas". Missão cumprida.
E agora? Digam lá coisas às lolitas! Desafiem-nos!
Hoje tive um dia um bocado chato e não me apetece escrever sobre coisas chatas...
quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
Viva a Rosa!
Ser lolita é construir, é pensar, é ser-se extraordinário!
Parabéns, Rosa!
Roubado ao Notícias Magazine
http://www.facebook.com/photo.php?fbid=317944524991477&set=a.213418002110797.45101.192773117508619&type=1&theater
"A vontade de gravar audiolivros, de fazer ouvir o que está escrito a quem não consegue ver ou reconhecer as letras levou-a a criar o projeto LEVA ler em voz alta. Rosa Azevedo é a Portuguesa Extraordinária que se segue."
Parabéns, Rosa!
Roubado ao Notícias Magazine
http://www.facebook.com/photo.php?fbid=317944524991477&set=a.213418002110797.45101.192773117508619&type=1&theater
"A vontade de gravar audiolivros, de fazer ouvir o que está escrito a quem não consegue ver ou reconhecer as letras levou-a a criar o projeto LEVA ler em voz alta. Rosa Azevedo é a Portuguesa Extraordinária que se segue."
terça-feira, 6 de novembro de 2012
quinta-feira, 11 de outubro de 2012
quinta-feira, 6 de setembro de 2012
carta aberta à minha lolita
querida sandra,
como disse há uns posts atrás temos de ser mais pirosas umas com as outras. e por isso escrevo aqui neste blog esta carta aberta porque não só te digo a ti as coisas que quero dizer como a todas as nossas lolitas e visitantes. não vou, por isso, entrar em grandes questões pessoais, vou apenas dizer aquilo que quero que essas tais pessoas, lolitas e visitantes, saibam. o resto lês nas entrelinhas que sei que fazes isso muito bem.
ontem fui jantar a tua casa. a sensação que me dá jantar em tua casa é a sensação de estar em casa. o jantar maravilhoso como sempre ("não, que eu não sei cozinhar, aviso logo toda a gente que não sei cozinhar"), o poder estar com o teu filho giro em paz e tranquilidade, com ele sempre ao pé de nós a contar o que foi bom nas férias gigantes que ele teve e a falar de livros. há sempre um momento bonito na minha relação com as minhas crianças que é quando começo a falar com eles de livros. depois acho que há uma coisa tua que sempre me fascinou, desde o ano em que nos conhecemos em que ainda me sentava ao teu colo para ter mimo e achava que tinhas mais 10 anos do que tinhas, que é o facto de que, aconteça o que acontecer tu sabes sempre mais e tens sempre coisas para me ensinar. e digo isso a toda a gente. que tu sabes mais e melhor do que eu e que tenho sempre a aprender contigo. és a minha amiga mais velha no que isso tem de bom que às vezes também és a minha amiga mais nova e eu tomo conta de ti, já sabes.
por tudo o que falámos acho mesmo que "apesar de tudo" tens a chave para o que está certo. tens sempre. e eu preciso de contigo aprender essas coisas.
e pronto. mais nada. só que foi bom estar descalça na tua rede a apanhar o ar quase fresco da noite. a cima de tudo o que preciso para a minha vida é de paz e foi isso que tivemos ontem. e podes ler aqui o que senti no regresso a casa, ao passar pela minha casa antiga.
enfim, por agora é só isto. pode ser que tenhamos cartas em papel para dizer o resto. mas se disser que és a minha heroína tu sabes do que estou a falar e isso chega-me :)
e só posso terminar com um "vai tudo correr bem". vais ver desaperecer tempestade a tempestade. porque tu sabes tudo bem. porque és esperta e sabes o caminho certo. porque és toda feita de coração e por isso nada pode correr mal. nem era justo.
um beijo grande sandrinha, e até já.
como disse há uns posts atrás temos de ser mais pirosas umas com as outras. e por isso escrevo aqui neste blog esta carta aberta porque não só te digo a ti as coisas que quero dizer como a todas as nossas lolitas e visitantes. não vou, por isso, entrar em grandes questões pessoais, vou apenas dizer aquilo que quero que essas tais pessoas, lolitas e visitantes, saibam. o resto lês nas entrelinhas que sei que fazes isso muito bem.
ontem fui jantar a tua casa. a sensação que me dá jantar em tua casa é a sensação de estar em casa. o jantar maravilhoso como sempre ("não, que eu não sei cozinhar, aviso logo toda a gente que não sei cozinhar"), o poder estar com o teu filho giro em paz e tranquilidade, com ele sempre ao pé de nós a contar o que foi bom nas férias gigantes que ele teve e a falar de livros. há sempre um momento bonito na minha relação com as minhas crianças que é quando começo a falar com eles de livros. depois acho que há uma coisa tua que sempre me fascinou, desde o ano em que nos conhecemos em que ainda me sentava ao teu colo para ter mimo e achava que tinhas mais 10 anos do que tinhas, que é o facto de que, aconteça o que acontecer tu sabes sempre mais e tens sempre coisas para me ensinar. e digo isso a toda a gente. que tu sabes mais e melhor do que eu e que tenho sempre a aprender contigo. és a minha amiga mais velha no que isso tem de bom que às vezes também és a minha amiga mais nova e eu tomo conta de ti, já sabes.
por tudo o que falámos acho mesmo que "apesar de tudo" tens a chave para o que está certo. tens sempre. e eu preciso de contigo aprender essas coisas.
e pronto. mais nada. só que foi bom estar descalça na tua rede a apanhar o ar quase fresco da noite. a cima de tudo o que preciso para a minha vida é de paz e foi isso que tivemos ontem. e podes ler aqui o que senti no regresso a casa, ao passar pela minha casa antiga.
enfim, por agora é só isto. pode ser que tenhamos cartas em papel para dizer o resto. mas se disser que és a minha heroína tu sabes do que estou a falar e isso chega-me :)
e só posso terminar com um "vai tudo correr bem". vais ver desaperecer tempestade a tempestade. porque tu sabes tudo bem. porque és esperta e sabes o caminho certo. porque és toda feita de coração e por isso nada pode correr mal. nem era justo.
um beijo grande sandrinha, e até já.
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
carta aberta às lolitas
isto das lolitas anda às voltas na minha cabeça. no outro dia à volta de ser lolita em conversa com uma lolita eu dizia que não era capaz de tirar uma lolita da minha vida zangar-me muito com ela ou seja o que for. outra lolita responde que ser lolita ou não não interessa se uma lolita errar, falhar o corte é tão real como com qualquer outra pessoa. claro que esta conversa foi tida num momento quente e portanto claro que não pensa isto. mas a mim deixou-me a pensar.
as amigas que eu mais detestei, que mais me irritaram, que mais me fizeram chorar neste mundo foram as lolitas. são teimosas, donas da razão, mega sentimentais e mais defeitos por aí a cima. como somos todas assim acabamos por chocar umas com as outros em alguns momentos da vida. eu até defendo que muitos desses choques nem se vêem à superfície.
mas na verdade depois de pensar muito nisso descobri o que é para mim ser lolita. ou o que é ser uma "minha" lolita. minha lolita. sem aspas. são as miúdas que estiveram comigo nas minhas curvas todas em momentos diferentes, ampararam-me os golpes, as quedas. são as lolitas que eu quero ao pé de mim em todos os momentos de viragem. em todos os momentos planos. cada uma tem uma função diferente e é uma pessoa diferente para mim.
há algo de mágico nas lolitas. primeiro há qualquer coisa dentro de nós que é como um segredo. que nem os filhos, nem namorados, nem amigos e amigas entendem. se estivermos numa festa de anos, num pós-natal e lá estiverem as lolitas elas estão sempre de olhos umas nas outras. sentam-se umas ao pé das outras à vez. conhecem lados diferentes umas das outras, contam umas às outras o que se passa com cada uma delas. somos leoas em defesa umas das outras e como às vezes as discussões são entre lolitas parecemos baratas tontas.
hoje acordei cansada. e de repente lembrei-me que hoje à noite vou ter duas lolitas em casa. e mais uma mão cheia de amigos. e mais do que me alegrar o dia, dá-me esperança. nem sei explicar muito bem isto. é como se enquanto elas estiverem comigo este desânimo do quotidiano deixasse de fazer sentido. elas não põem pensos rápidos nas feridas. elas fazem com que elas deixem de existir.
por isso lolitas queridas, escrevam o que vos escrevo e se isto der para o torto esfreguem-me isto na cara. vocês são as minhas caras-metade. e ter tantas metades de caras é uma sorte que eu vejo todos os dias. e se porventura eu um dia vos disser que só vos quero matar e já não vos consigo ver aquilo não é um coração a explodir é um fogo de artifício.
só acho que nos faz falta uma coisa. falar mais. estarmos mais. olharmos mais umas para as outras. gritarmos mais, chorarmos mais se tiver de ser. sermos mais pirosas. porque só uma percentagem pequenina do mundo tem a nossa sorte. vocês são o meu escudo invisível. a minha muralha. e o amor que vos tenho vai daqui até à lua.
as amigas que eu mais detestei, que mais me irritaram, que mais me fizeram chorar neste mundo foram as lolitas. são teimosas, donas da razão, mega sentimentais e mais defeitos por aí a cima. como somos todas assim acabamos por chocar umas com as outros em alguns momentos da vida. eu até defendo que muitos desses choques nem se vêem à superfície.
mas na verdade depois de pensar muito nisso descobri o que é para mim ser lolita. ou o que é ser uma "minha" lolita. minha lolita. sem aspas. são as miúdas que estiveram comigo nas minhas curvas todas em momentos diferentes, ampararam-me os golpes, as quedas. são as lolitas que eu quero ao pé de mim em todos os momentos de viragem. em todos os momentos planos. cada uma tem uma função diferente e é uma pessoa diferente para mim.
há algo de mágico nas lolitas. primeiro há qualquer coisa dentro de nós que é como um segredo. que nem os filhos, nem namorados, nem amigos e amigas entendem. se estivermos numa festa de anos, num pós-natal e lá estiverem as lolitas elas estão sempre de olhos umas nas outras. sentam-se umas ao pé das outras à vez. conhecem lados diferentes umas das outras, contam umas às outras o que se passa com cada uma delas. somos leoas em defesa umas das outras e como às vezes as discussões são entre lolitas parecemos baratas tontas.
hoje acordei cansada. e de repente lembrei-me que hoje à noite vou ter duas lolitas em casa. e mais uma mão cheia de amigos. e mais do que me alegrar o dia, dá-me esperança. nem sei explicar muito bem isto. é como se enquanto elas estiverem comigo este desânimo do quotidiano deixasse de fazer sentido. elas não põem pensos rápidos nas feridas. elas fazem com que elas deixem de existir.
por isso lolitas queridas, escrevam o que vos escrevo e se isto der para o torto esfreguem-me isto na cara. vocês são as minhas caras-metade. e ter tantas metades de caras é uma sorte que eu vejo todos os dias. e se porventura eu um dia vos disser que só vos quero matar e já não vos consigo ver aquilo não é um coração a explodir é um fogo de artifício.
só acho que nos faz falta uma coisa. falar mais. estarmos mais. olharmos mais umas para as outras. gritarmos mais, chorarmos mais se tiver de ser. sermos mais pirosas. porque só uma percentagem pequenina do mundo tem a nossa sorte. vocês são o meu escudo invisível. a minha muralha. e o amor que vos tenho vai daqui até à lua.
terça-feira, 17 de julho de 2012
Existe lá coisa melhor
quinta-feira, 5 de julho de 2012
SAUDADES E INVIDIAE
Poder lutar.
Dar um murro bem dado. Provocar sem piedade e saber que não se vai para casa com um olhar superior no saco, com um sorriso de desdém de quem soube ser «melhor». Ser provocado e não ter de ter um olhar e um sorriso especial para a situação; não estar quase a chegar a casa e lembrar-me, finalmente, do que teria sido perfeito dizer porque há situações para as quais as nossas capacidades linguísticas e cognitivas não são chamadas; não ter de dar uma desculpa - perfeita como esta que seja;
é fechar o punho, sentir a cabeça ficar quente, a ferver, a consciência da irresponsabilidade do acto acompanhado de uma tranquilidade imensa descida sobre nós, das alturas, como um cobertor de papa a cobrir-nos de superioridade física e moral - ilusões doces como gomas de melancia. Não fomos nós, foi o sangue, foi outro, foi o vento, olha ali um elefante, viste aquilo?
Não é um tabefe, um puxão de cabelos, um pontapé nas canelas, um empurrão. É um murro. Dá-lo e ficar à espera do troco. As sinapses todas a gritar BRING IT ON, BITCH! na arena do meu córtex pré-frontal. Até que alguém nos separe. (Por favor, alguém nos separe!)
No entanto, por razões técnico-biológicas, não sei o que é dar um murro valente e ficar de pé nos 5 segundos seguintes para contar como foi. Nunca ninguém do meu tamanho se meteu comigo e nunca me meti com ninguém do meu tamanho. Sempre gostei de pensar em grande, muito grande. Dimensões mastodônticas, de preferência.
Não é violência - isso é coisa de cobardes.
E o Camilo que trago no ventrículo esquerdo diz-me que nunca este punho se ergueu que não fosse em defesa de um honra qualquer - a minha, a da amiga, a da mãe, a do direito e ter o peso e a cara que me calharam em sorte.
Descubro-me, às vezes, nas saudades das coisas mais estranhas.
Dar um murro bem dado. Provocar sem piedade e saber que não se vai para casa com um olhar superior no saco, com um sorriso de desdém de quem soube ser «melhor». Ser provocado e não ter de ter um olhar e um sorriso especial para a situação; não estar quase a chegar a casa e lembrar-me, finalmente, do que teria sido perfeito dizer porque há situações para as quais as nossas capacidades linguísticas e cognitivas não são chamadas; não ter de dar uma desculpa - perfeita como esta que seja;
Não é um tabefe, um puxão de cabelos, um pontapé nas canelas, um empurrão. É um murro. Dá-lo e ficar à espera do troco. As sinapses todas a gritar BRING IT ON, BITCH! na arena do meu córtex pré-frontal. Até que alguém nos separe. (Por favor, alguém nos separe!)
No entanto, por razões técnico-biológicas, não sei o que é dar um murro valente e ficar de pé nos 5 segundos seguintes para contar como foi. Nunca ninguém do meu tamanho se meteu comigo e nunca me meti com ninguém do meu tamanho. Sempre gostei de pensar em grande, muito grande. Dimensões mastodônticas, de preferência.
Não é violência - isso é coisa de cobardes.
E o Camilo que trago no ventrículo esquerdo diz-me que nunca este punho se ergueu que não fosse em defesa de um honra qualquer - a minha, a da amiga, a da mãe, a do direito e ter o peso e a cara que me calharam em sorte.
Descubro-me, às vezes, nas saudades das coisas mais estranhas.
terça-feira, 26 de junho de 2012
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