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quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

O problema não é o dia de São Valentim

O problema é viver os outros dias do ano quando

- bato com o dedo mindinho do pé no órgão que vive entre a sala e a marquise várias vezes no mesmo dia,
- lhe grito 567784 vezes para que acorde, ele abrir ligeiramente os olhos, e adormecer novamente entre rosnadelas,
- faz a Av. Lusíada como se fosse uma pista de fórmula um,
- lhe peço 6785764 vezes para ler histórias calmas à miúda que já devia estar a dormir e apanhá-los às gargalhadas meia hora depois,
- faz piadas sobre as minhas dores de dentes (para que eu me ria e pare de chorar),
-  tenho dores de cabeça com algumas das músicas que ele ouve e babo-me com as que ele faz,
- nunca gosto do jantar, mas nunca tenho que o cozinhar,

...e o amo mais a cada dia que passa.

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Challenge accepted



A criança que há em mim diz que o mundo é um sítio mágico, que há uma espécie de simbologia oculta nas nuvens; que cada descida merece uma corrida (o vento na cara e o pânico de travar); que os legos são a melhor invenção do mundo; que os que gostamos muito vão estar sempre e para sempre bem; que as injecções doem que se farta; que a minha avó velhota continua à minha espera para jogar ao burro em pé e fazer batota; que sou vítima de uma perseguição maluca cada vez que vou pôr o lixo à rua; e que os problemas do mundo se resolveriam com soluções tão simples, tão simples, que me espanta como é que ainda ninguém as inventou.

A adolescente diz que ninguém me compreende, às vezes as músicas que ouço lá me dizem que há esperança e que outras pessoas podem sentir o mesmo que eu; que sou vítima de uma espécie de conspiração onde tudo corre mal; que continua a ficar muito irritada quando as pessoas perguntam "como estás?" e depois não têm muita paciência em ouvir; que continua a fazer dramas em copos de água e levar tudo muito a peito sem conseguir distinguir o que é realidade daquilo que sente; que deixa de fumar quando quiser e que além disso não faz assim tão mal.

A refilona que há em mim nunca se cala e diz coisas parvas. Às vezes tem razão outras não.

A adulta diz que a esta hora devia estar a dormir e que já é tarde para continuar a ver televisão quando amanhã tem uma vacina para levar; a achar que não é muito adulta; que se comprometeu a fazer almoço para amanhã e que agora não lhe apetece nada mas que vai nem que seja muito contrariada; que uma noite de copos é igual a um dia seguinte de ressaca; que é uma miséria não ter dinheiro e um trabalho que lhe pague as contas; que imaginava que ser adulta era uma coisa muito diferente daquilo que é mas que nem por isso é mau, mas que também ainda não é bem uma adulta!

A contestatária que há em mim diz que é tempo de sair à rua e não sair de lá enquanto este país não andar como deveria andar, onde todos têm direitos e deveres e as oportunidades deveriam ser iguais para todos.

A idosa que há em mim acredita que uma máquina de costura e trapos são a reforma que ela mais poderia desejar; que vai envelhecer feliz; que as dores nas costas são a paga por todas as vezes que se sentou como uma adolescente no sofá ou nas cadeiras em que não chegava com os pés ao chão; e que vai continuar a encontrar-se com as suas amigas, beber um copo e rir-se de parvoíces como se o tempo nunca tivesse passado.

A lolita que há em mim vibra por comprar 2 vernizes por 1€, escolhe-os cuidadosamente por nomes e não pelas cores, vento e caravela, e quando pinta as unhas acha que são os melhores do mundo, apesar de estalarem passados 2 dias.

A crítica que há em mim diz que provavelmente não era disto que a Sophia estava à espera.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Lolita que é blogger estica o cabelo na marquise da Rosa

Comecei a ler blogs na tentativa de trocar experiências com outras pessoas, mulheres e especialmente mães.

Completamente cega, toca de subscrever uma data de blogs. Depois para deixar de os seguir tive que pedir ajuda ao blogger, que a tarefa estava difícil de concretizar!
E agora, fartíssima de mães betas que vestem os filhos com rendas, mulheres que parece que não fazem nada da vida além de dietas e de fotografar o que trazem vestido, pessoas sem nada em comum comigo, que não me faziam rir sequer. Que não vivem no mesmo mundo que eu e que tenho vontade de insultar. E os concursinhos ou (giveaways para ser mais fashion) já me estavam a pôr doida. Quando começo assim, com as nerveiras e com vontade de atirar o monitor pela janela, mais vale bloquear a cena.
Assim sendo, renovei a minha lista de blogues e agora leio coisas cheias de asneiras, coisas sobre filmes e livros, sobre política e sobre animais. Enfim, coisas sobre gente e gente feliz. Gente do contra!
Agora estou, pelo menos, mais calma. Hoje até abriguei um rapazinho que estava à chuva na paragem de autocarro. Tanta gente com chapéus de chuva gigantes e o rapaz ali, a ficar todo molhado. Eu fiquei encharcada no meu lado direito, ele do lado esquerdo. O meu chapéu é minúsculo. Mas ganhei conversa para a viagem toda. Acho que não tenho assim tão mau feitio como mo pintam.
Rosa, esticas-me o cabelo?

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Do alto dos meus 32 anos

- Sou mãe há seis e não me lembro muito bem do que era antes de o ser
- Não acabei o meu curso
- Quero muitooooooo que este (des)governo se evapore
- Continuo com medo do escuro
- Adoro música, adoro dançar
- Adoro imperiais, mojitos e sangria
- Estou mais do que convencida que sou mais feliz sem televisão
- Gosto de beijinhos e abracinhos mas detesto que estranhos me toquem
- Quando me rio às gargalhadas, às vezes saem sons esquisitos da minha boca e pareço um porco
- Adoro vestidos de verão e passo os meses de mais calor de calças de ganga
- Ir ao cabeleireiro é uma autêntica tortura
- Não consigo acreditar que a minha mãe já não volta
- Adoro jogar matraquilhos, jogos de tabuleiro e wii
- Às vezes precipito-me (como na festa da Rosa, em que tirei um copo de sangria, bebi fiz caretas, comentei que "fogo, está potente" e acabei com o copo escondido atrás das costas quando alguém comentou que não sei quem tinha ido comprar a gasosa
- Só não emigro porque me falta a coragem
- Sou refilona
- Vivi mais de uma década com um diagnóstico mal feito, com medicação que deu cabo de mim e que fez com que tivesse uma gravidez de risco - afinal não era nada disso, pasmem-se, sou saudável
- Tenho sono demasiadas vezes por dia
- Por muito que tente ser forte porque uma Vera só chora de alegria e de saudades, a indiferença e a intolerância doem-me forte cá dentro e deixam-me de rastos
- A minha franja tem vida própria e põe-me doida
- Adoro deitar-me já de manhã, com os passarinhos a cantar lá fora
- Fiz a filha mais espectacular do universo
- Acho piada que as colegas da minha filha não acreditem que sou mãe dela ( o meu 1,5m deve-lhes trocar as voltas)
- Gosto do silêncio
- Tenho imenso orgulho no R. - com ele aprendi que tudo é possível
- Falo imenso com as minhas cadelas sobre tudo
- Defendo com todas as minhas forças que toda a gente tem direito a saúde, educação, comida e tecto
- A caridadezinha repugna-me
- Odeio cozinhar
- No verão durmo com dois edredons
- Maquilho-me, mas passo a vida a coçar os olhos e fico com aquele olhar "esfumado" quando não era essa a intenção
- Aprendi a perdoar
- Uma vez fui comprar 20 rolos de papel higiénico, o saco rompeu-se e fiz parar o trânsito
- Salto em cima de todos os montes de folhas secas com que me cruzo
- Namoro a roseira e o jacarandá do meu quintal todos os dias
- Adoro o piano (e o pianista) cá de casa
- Se me deixarem a árvore de natal fica montada até Agosto
- Adoro sol e chuva
- Adoro a minha vida
- Amo do fundo do meu coração as "minhas pessoas"
- Adoro finais felizes
- Adoro a minha vida.

A segunda promessa que fiz à minha mãe foi cuidar de mim e ser feliz.


quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Coisas que sei que não devia fazer


mas faço na mesma...

- Fumar - sempre que tenho que correr para apanhar o autocarro ou quando se aproxima um check-up qualquer médico, lembro-me disto;

- Perguntar ao segurança do Lidl se me quer carregar as compras, já que não pára de me seguir - o senhor está a cumprir ordens e não tem culpa de ter um trabalho que o faz andar a perseguir quem vai comprar o jantar;

- Aceitar a sugestão da Laura e saltar em cima de folhas caídas das árvores, sem antes verificar o terreno - calham-se sempre a mim, que nem galochas tenho, o raio das poças de água fria e suja de terra;

- Desligar o despertador e deixar-me ficar só mais cinco minutos - não aprendo! e depois é uma correria de manhã;

- Vestir collants no inverno, só para não dizerem que ando sempre de calças de ganga - passo o dia a coçar-me e a puxar o raio dos collants para cima;

- Não levar chapéu de chuva, mesmo quando sei que vai chover - tenho a mania que nunca me molho, o que é um autêntico mito;

- Pentear as bonecas da Laura com a minha própria escova - depois ando cheia de cabelos loiros e tão brilhantes que ofuscam qualquer pessoa, presos ao meu cabelo;

- Ignorar as polaroids que se vão descolando e caíndo no chão, só porque tenho preguiça de me baixar - qualquer dia o R. faz o mesmo e passamos a ter soalho de fotografias, em vez de madeiras;

- Negar-me a pagar para ter televisão em casa - tenho saudades de vegetar no sofá a ver séries estúpidas;

- Lavar o cabelo todos os dias - qualquer dia fico careca;

- Deixar de tocar trombone quando espirro - a Essi fica com medo de mim;

- Atirar tudo o que é papelada para dentro da mala - quero tirar o passe e sai-me a conta da electricidade;

- Comer bitoques em frente à Magali - a cadela um dia destes passa-se e ataca-me;

- Achar que as pessoas sentem que estou perto só porque penso nelas - outro mito: a telepatia;

- Stressar-me com a falta de tempo - o tempo não pára lá porque eu ando tipo barata-tonta a correr de um lado para o outro.


terça-feira, 17 de julho de 2012

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Andei em falta...

mas estou de volta! No trabalho não tenho tempo para vir aqui escrever, apesar de escrever posts mentais enormes, em cada viagem de autocarro. E em casa ainda não tinha instalado o chrome e escrevia, escrevia e quando fazia publicar, puff, evaporava-se tudo o que tinha escrito e aquilo enervava-me e eu fechava o computador já com os cabelos em pé!

Tenho imensas coisas para dizer, nem sei por onde começar!

Pela primeira vez na minha vida, assisti a um gato que se chama piu piu a comer um melro... adorei a festa da S. e do H. - tinha tantas saudadessss - mas confesso que o episódio do national geographic ao vivo e a cores me deixou traumatizada!
A D. e o G. deram uma prendinha à Laura, mas que me envolve e eu nem tenho palavras para agradecer! E tenho que dar publicamente os parabéns à D. que é já é mestre e teve uma grande grande nota!!!
A Magali continua a coçar-se como se não houvesse amanhã e eu continuo a dar-lhe banho todos os dias para ver se a coisa melhora.
A Essi continua a ladrar aos vizinhos e a esconder os ossos nas nossas almofadas!
A nossa nespereira está doente, mas em comparação há flores imensas no jardim e o jacarandá quase chega ao céu.
A M. está quase a chegar lá das Inglaterras e nós temos saudades imensas! E a R. também (yupiiii!!!!)!!!
A minha piolha está gira como tudo, mimocas, simpática e brincalhona. E diz que eu sou a mamã mais bonita e fofinha que ela conhece!
Este fim de semana que passou foi uma roda viva! A B. fez anos, fomos a uma festa magnífica, super animada, com gente daquela que nos apetece abraçar porque são especiais até mais não!
No domingo, foi a vez da T. soprar 30 velas. Uma daquelas amigas do coração para estimar com todas as nossas forças.
Agora é tempo de arregaçar as mangas que a Rosa vai mudar de casa e eu estou cheia de vontade de arrumar coisas em caixote e catalogá-los!


E o próximo fim de semana vai dar muito que falar... é que as lolitas combinaram um programinha tão emocionante... aguardem notícias nossas!



quinta-feira, 8 de março de 2012

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Ai Lolitas, Lolitas!

Quase um mês sem lolitar no blog!
E não se compreende: eles foram festas de aniversário com chuva e sem chuva, eles foram santos populares e mini-férias no alentejo, eles foram tertúlias no chapitô com vestidos vintage, eles foram concertos de rock e troca de bikinis!
A nós ninguém nos pára! Por falar em pára, queridas amigas, onde pára essa manta? É que durante a noite sabe bem uma mantinha a tapar as pernas! (e além disso não páro de pensar em mojitos!!)



quarta-feira, 18 de maio de 2011

Se as Lolitas morassem na Costa da Caparica

eram certamente Lolitas mais magras! Com dores nas nádegas e escaldões nos tornozelos, mas efectivamente, mais magras.... pena o vento!