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terça-feira, 27 de maio de 2014

Yé, yé, yé! Esta marcha é que é!

Lolitas, está a chegar aquela altura do ano em que cheira a sardinhas, mangericos, caracóis e imperiais fresquinhas por toda a cidade!

Este é só o primeiro lembrete!

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Em modo Sininho

A Educadora da Laura é extraordinária. Não quer terminar o ano sem que as crianças dela festejem o aniversário com os colegas da sala.
Ora, a Laura faz anos em Agosto. E queria um bolo da Sininho.
Procurámos pela cidade inteira e nada de Sininhos. O pai lá encontrou uma - o único exemplar - e que fez os olhos da Laura brilhar tipo estrela polar.
Depois entrei em stress porque não sabia se ela ia apagar 5 ou 6 velas... Dizem que dá azar festejar antes do tempo, e no meu caso, i don't give a shit, mas no caso da minha filha, preferi não arriscar.
Apagar cinco velas também não fazia grande sentido. Decidimo-nos pelos 5 anos, 10 meses e 10 dias que faz amanhã.

Agora é fazer figas para que a febre que a tem perseguido páre de nos pregar partidas de mau gosto para ela ter um dia mega feliz.

Aqui entre nós, acho que esta sininho é mágica: desde que chegou cá casa, o governo tem caído tipo dominó. Gosto! Gosto muito! Gosto tanto!





domingo, 31 de março de 2013

Se a páscoa é


acordar com os miminhos da minha mais que tudo, ao lado do meu mais que tudo,
se é cheirarmos cada túlipa, narciso ou malmequer nascidos no quintal,
se a Páscoa é ela querer ir ver o rio e irmos,
se é estacionarmos o carro e esperarmos que a música acabe e ouvirmos mais outra ainda,
se a Páscoa é andar quilómetros com as nossas 4 patas, sem medo do frio,
se é vê-la feliz com as orelhas de coelho feitas de cartolina, a distribuir amêndoas a quem passa,
se a Páscoa é trocarmos palavras doces e festinhas no cabelo debaixo das mantas,
se é fazer pão-de-ló e suspiros à hora a que devíamos estar a fazer o jantar,
se é ir a saltar ao supermercado, só a pisar as linhas brancas das passadeiras porque faltavam ovos,
se a Páscoa é jogar à macaca na sala, quando devíamos estar a dormir,
se é adormecê-la nos meus braços e ficar a adorar o momento até o corpo estar todo dormente,
se os dias têm mais que vinte e quatro horas,
então por mim, por nós, que seja Páscoa todos os dias.


terça-feira, 18 de setembro de 2012

Fronteiras (obrigada oh sandrinha!!)

Há vários tipos de fronteiras. Há as fronteiras geográficas e eu sou péssima a geografia. Mas assim mesmo péssima. De tal modo que nunca escolho o azul no trivial. Eu percebo que seja uma maneira de organizar os continentes, países, cidades, juntas... mas eu gosto de me ver como cidadã do mundo. Sem fronteiras.
E adoro jogar trivial. Fico-me é pelo cor de rosa e pelo castanho e faço figas para que não me saia uma pergunta sobre golf ou sobre o mundial de futebol no cor de laranja. Só sei que o o do México que foi em 86 - México 86 lá lá lá lá!
Gosto de jogar twister, mas com a rosa que inventa órgãos até ficar nas posições mais estrambólicas que possam imaginar.
Ainda cheguei a ter as pulgas da cama - devem existir pulgas na cama de gente de todo o mundo - mas a raça das pulgas saltavam do tabuleiro e ninguém as apanhava. Nunca tive foi a operação...
E o jogo dos países. Ai o jogo dos países. Adoro jogar aos países, apesar das linhas que vão ficando cada vez mais tortas, à medida que se vai avançando nas letras. Mas lá está, falta-me sempre algum país ou cidade para gritar "stoooooooop".
Não posso deixar de referir o jogo dos coelhinhos na wii. Eles também passeiam pelos continentes - deve poder contar como uma aula de geografia.
Os jogos de cartas também devem ser jogos do mundo... a sueca, a espadinha, o king, o poker...
E que saudades tenho eu dos matraquilhos! E de noites de jogos!
Jogar jogos é linguagem universal! Sem fronteiras!


segunda-feira, 18 de junho de 2012

Andei em falta...

mas estou de volta! No trabalho não tenho tempo para vir aqui escrever, apesar de escrever posts mentais enormes, em cada viagem de autocarro. E em casa ainda não tinha instalado o chrome e escrevia, escrevia e quando fazia publicar, puff, evaporava-se tudo o que tinha escrito e aquilo enervava-me e eu fechava o computador já com os cabelos em pé!

Tenho imensas coisas para dizer, nem sei por onde começar!

Pela primeira vez na minha vida, assisti a um gato que se chama piu piu a comer um melro... adorei a festa da S. e do H. - tinha tantas saudadessss - mas confesso que o episódio do national geographic ao vivo e a cores me deixou traumatizada!
A D. e o G. deram uma prendinha à Laura, mas que me envolve e eu nem tenho palavras para agradecer! E tenho que dar publicamente os parabéns à D. que é já é mestre e teve uma grande grande nota!!!
A Magali continua a coçar-se como se não houvesse amanhã e eu continuo a dar-lhe banho todos os dias para ver se a coisa melhora.
A Essi continua a ladrar aos vizinhos e a esconder os ossos nas nossas almofadas!
A nossa nespereira está doente, mas em comparação há flores imensas no jardim e o jacarandá quase chega ao céu.
A M. está quase a chegar lá das Inglaterras e nós temos saudades imensas! E a R. também (yupiiii!!!!)!!!
A minha piolha está gira como tudo, mimocas, simpática e brincalhona. E diz que eu sou a mamã mais bonita e fofinha que ela conhece!
Este fim de semana que passou foi uma roda viva! A B. fez anos, fomos a uma festa magnífica, super animada, com gente daquela que nos apetece abraçar porque são especiais até mais não!
No domingo, foi a vez da T. soprar 30 velas. Uma daquelas amigas do coração para estimar com todas as nossas forças.
Agora é tempo de arregaçar as mangas que a Rosa vai mudar de casa e eu estou cheia de vontade de arrumar coisas em caixote e catalogá-los!


E o próximo fim de semana vai dar muito que falar... é que as lolitas combinaram um programinha tão emocionante... aguardem notícias nossas!



terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Há natais que têm tudo para correr mal...

saudades de pessoas que nos construiram e que quando se transformaram em estrelinhas, mataram um bocadinho de nós, um bocadinho da nossa alegria, o raio (s partam) da crise, a falta de pessoas queridas que optaram por passar o natal noutras casas, amigos que queríamos trazer para casa embrulhadinhos numa manta e não nos deixam, as luzes que se fundiram, a falta da estrelinha na árvore de natal, familiares sozinhos, o frio, o stress de não acabar as prendas a tempo e a dúvida entre embrulhos em sacos do continente ou papel de alumínio, o cd do lidl com músicas de natal...

E tudo se transforma... numa fracção de segundo, tudo se transforma. Porque connosco é assim! Dança-se qualquer música em qualquer canto da casa, come-se pepino e tartes maravilhosas, todos riem, todos estão felizes e o resto não interessa... porque o resto não existe. porque somos nós e nós não somos feitos de restos. somos completos. e sabemos ser felizes.

ouvem-se os guizos do trenó. ainda espreitamos à janela, olhamos o céu, mas já não o vemos. há prendas debaixo da chaminé... acreditam que era exactamente a boneca que ela tinha pedido na carta ao pai natal? aquele brilhozinho nos olhos (sim, o sérgio godinho escreveu a música para ela) faz-me sentir gigante. tão gigante que nem caibo em mim. faz-me sentir que é o natal mais emocionante de toda a minha vida ( e faz-me ter a certeza que muitos se repetirão). 

cada presente aberto devagarinho. tocado devagarinho. recebido com imensidão. cada lixinho transformado em ouro. cada livro folheado, cada cd cheirado, cada vestido, gola ou manta abraçado. cada embrulho transformado em nós. a lagriminha no canto do olho. ela a sussurrar-me ao ouvido "é a alegria, não é, mamã?" e o meu sorriso a responder-lhe.

Agora posso pensar em ti, detestar os papos nos olhos que herdei de ti, mas mostrar-te que consegui. E orgulhar-me disto para sempre. e tu sabes o quanto eu adoro o "para sempre".

Obrigada a todos por tornarem este natal tão especial!


sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Estamos a ser roubados

de todas as maneiras possíveis e imaginárias.
Eu gosto de oferecer prendas, sempre gostei e hei-de gostar sempre. Ás vezes, faço-as (na maior parte das vezes, mesmo), mas também sempre gostei de comprar algumas bem mimosas.
A verdade é que este ano, isto anda mal. Anda péssimo, mesmo. Não poderá haver prendas compradas para ninguém. (Só a piolha é que tem direito a prenda comprada - o pai natal deixou-a bem embrulhadinha no meu roupeiro, ainda em Outubro).
Neste Natal, nem a máxima "só as crianças e os animais é que recebem prendas" vai prevalecer.
Gostava (muitooooo) de ter tempo de fazer prendas para tod@s os adultos, crianças, bebés, animais de quem gosto, mas vai ser impossível. Até porque sofro do síndrome de nunca acabar as prendas que começo... e as 24 horas do dia nunca chegam para nada!
Isto tudo para dizer: Desculpem! Desculpem, mesmo!E desejo-vos um raio de uma noite muita bem passada, com comidinhas boas, muitos jogos, canções e gargalhadas e desejo com todo o meu coração uma estomatite aftosa para o cab%$%&$ do passos coelho!

segunda-feira, 7 de março de 2011

uma festa de infância

há dias especiais. e pessoas assim "como eu" gostam de relembrar a infância. e foi isso que se fez no palácio do poço dos mouros no sábado. o alfredo foi o mickey. nós fomos smarties, legos, música de intervenção, game boy, douradinhos, branca de neve, soldadinho de chumbo, mira estática, bolacha maria, e outros. e houve quarto escuro, e foi do melhor. e houve músicas infantis. e houve cadáveres esquisitos, e bonitos brindes em grupo e foi das festas do palácio onde andámos mais juntinhos a aproveitar espaços pequenos, a abrir pistas de dança com 1m2 todos apertadinhos. fez-me lembrar "aquelas" festas de infância. e foi bom e saímos de lá tarde e com vontade de repetir. e saímos mais próximos, mais amigos, quentinhos por dentro com as recordações de infância que afinal são tão as mesmas, mesmo com idades tão diferentes.
fica prometido o cadaver esquisito aqui, todo escrito, assim todo de seguida, assim todo a nossa voz!

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

A QUEM DE DIREITO

Ano bom, ano mau, dias melhores e dias piores.
Antes de me atirar aqui à minha mais recente empreitada, venho propor uma passagem de ano de lolitas.
Tal evento pretende, assim, suprir todas as falhas que temos, algumas, encontrado neste novo ano e também reiterar outras coisas boas que, apesar de tudo, algumas lolitas dizem estar a viver.

(pequeno aparte: a minha distensão é já só uma distensãozinha, e embora o autoagrafamento da minha pessoa a um livro tenha tentado debelar a minha fé inequívoca neste ano que arranca, drenei a ferida infecta que ameaçava o meu indicador com a aniquilação total e expurguei, assim, o mal que se instalava na minha alma crente e jovial. Mas ainda dói um bocadinho...)


(2º pequeno aparte: li A VELHICE DO PADRE ETERNO ontem em 3h e fiquei com o vocabulário assim. Não posso fazer nada, desculpem. Hoje vou ler ensaios e o GUARDADOR DE REBANHOS  de trás para a frente. Amanhã sairá outra coisa, mais metafísica, sei lá. Não quero pensar, que a dor de pensar na árvore e na ceifeira que não existem lembram-me o nada de um girassol.)

Como alguém tem de pôr ordem nisto (neste ano, porque está muito desigual. Ainda não tive nenhum jantar onde aprendesse mais que em 3 meses, é injusto), aqui vai o meu


PROJECTO DE PASSAGEM DE ANO FANTÁSTICA E FENOMENAL DAQUELAS QU'A GENTE NUNCA MAIS ESQUECE. PÁ. :

a) - no previamente acordado dia 22 de Janeiro, as Lolitas reunir-se-ão no palácio da Rosa pelas 16H. Levaram consigo comida, bebida e retalhos.

 b) - diz que vai estar sol. E diz que a Eurídice não pode ficar muito tempo porque as sevícias da vida de estudante assim lho impõem, pelo que é começar logo a a costurar e a refrescar a garganta (o calor que tem feito, ui!)

 c) - antes do pôr-do-sol, as lolitas juntar-se-ão (na rua ou na varanda da Rosa) para celebrar a passagem do ano, com alegria, retalhos e luz! Porque a gente quer é sol e dias grandes para fazer muitas coisas

 d) - a passagem do ano lolita deve ser feita comme il faut, ou seja, com a observação das seguintes superstições:
         1) agarradinhas à manta (todas ao mesmo tempo)
         2) com luz do dia
         3) com alegria (vulgo: caiprinha/cerveja/água com açúcar)

E tenho a certeza de que assim, sim, ficaremos todas na paz das lolitas e em paz com o mundo e nada nos poderá fazer mal, porque passámos de ano ao sol e alegres. E 2011 é quando uma lolita quiser. E se não resultar, passamos já para 2012 daqui a uma semana, não custa nada. Diz que é bissexto e eu acho que é aziago, mas é só dizer!

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

as grandes farras

Acho que a grande farra é sobrevalorizada. Sempre que se diz que vai haver uma grande farra aquilo corre mal de alto a baixo.
Tenho cá para mim, e façam-me decorar isto, que sempre que tento fazer uma festa de anos na rua, com amigos, que não seja em casa, corre mal. Foi sempre assim desde os antípodas. Desta vez voltei a tentar e a noite foi xoninhas (este adjectivo é maravilhoso e esclarecedor), estávamos X pessoas a tentar que aquilo corresse bem, porque eram os meus anos e tal e coiso mas não correu. Gosto de sair à noite sem decisões. Sem tomar conta de ninguém. Sou pouco de improvisos na vida, mas nas saídas à noite o improviso vai passar a ser a regra.
Sábado tive o dia dos amigos e aqui as lolitas falam muito de amigos. Depois de um almoço na praia com amigas do coração fui ao cinema com as amigas giras e gente gira que não conhecia mas que passei a achar giros mal lhes pus a vista em cima. E depois de tanta girice fomos ao aniversário improvável com mais a fígada Cristina e com a Sophia Lolita e a caminho da porta para ir embora ("Acho que vou andando...") dançámos mais umas horas que nem uns loucos, grande DJ amigo, grandes amigos, grande Hei Jude (lá la lá lá LÁ LÁ LÁ HEY JUDE) para terminar a noite e tudo. Foi bom e o sábado encheu-me as medidas e ainda vi Lolitas e Natais no domingo.
E mais estranho de tudo (e Sara, dou a mão à palmatória) tudo isto no Bairro Alto que por ali também se dança e bem! Pelos vistos...