A menina que devia ter nascido estrelinha do mar. Que agradece ao mar
cada vez que as ondas nos devolvem a bola. Que abraça a água e lambe o
sal. Que é feliz com o sol, os mergulhos, os búzios, as conchas, o
cabelo desgrenhado e o corpo cheio de areia. As danças à beira mar e as
piruetas.
Os dias maiores. Os sorrisos gigantes.
A
ligação que esta meia leca tem com o mundo é qualquer coisa de
extraordinário. Ela consegue fazer de cada dia, o melhor dia de sempre.
Boas férias, miúda gira!
Lolitar.
(do latim aparvalhare, um)
v. int.
1. Acto de fazer lolitagens;
2. Deitar cá para fora amarguras, irritações, parvoíces e palavras pirosas do coração;
3.O mesmo que esticar o cabelo na marquise da Rosa.
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sábado, 14 de junho de 2014
sexta-feira, 9 de maio de 2014
Clap along if you know what happiness is to you
Assim sendo bom fim de semana!
Clap... Clap... Clap!...
domingo, 14 de abril de 2013
Primavera
Trocam-se os piqueniques no chão da sala pelos piqueniques na relva,
Troca-se a lã felpuda por vestidos de algodão,
Semeia-se a nossa própria hortelã,
Abrem-se as janelas,
Voltamos aos baloiços, aos bolos de terra, às flores do jacarandá,
Ás idas à praia sem hora de regresso, aos jantares sem hora para terminar e às lolitices.
Viva a Primavera.
Troca-se a lã felpuda por vestidos de algodão,
Semeia-se a nossa própria hortelã,
Abrem-se as janelas,
Voltamos aos baloiços, aos bolos de terra, às flores do jacarandá,
Ás idas à praia sem hora de regresso, aos jantares sem hora para terminar e às lolitices.
Viva a Primavera.
(Obrigada Mãe. Não podias ter escolhido melhor nome para mim.)
sábado, 4 de agosto de 2012
A felicidade numa bandeja
Querida mãe,
Hoje farias (fazes) anos. 60. Adorávamos quando na rua nos
confundiam como irmãs. Eras uma vivaça. Bonita, de olhos verdes, calças de
ganga e all star. Ou vestidinhos de verão. Sempre pronta para um passinho de
dança e para conversar. Vemos os meus amigos a discutir com as mães por
coisinhas de nada. Não me lembro de discutirmos. Conversávamos. E o engraçado é
que ou eu acabava por concordar contigo ou tu comigo. Éramos cúmplices. Amigas.
Divertidas.
Não precisa de me fazer de forte ao pé de ti. Apeteceu-me
ligar-te quando as compressas ficaram presas nas feridas, no episódio do burro.
Podia-te ligar e choramingar e tu havias de me dizer alguma coisa para me
reconfortar. Liguei ao R. Ele também sabe sempre o que me dizer para me
reconfortar, mas não gosto de mostrar que fraquejo. Que choro porque me doem os
joelhos… coisas tontas… Mas também ele me percebe. Também passa por mim cá em
casa inúmeras vezes e não me diz nada. Esboça um sorriso quando se cruza comigo
e eu estou parada no meio do corredor a olhar para o vazio. Porque estou a
pensar. Estou a processar o dia que passou ou um sentimento qualquer que quero
perceber melhor. Tu fazias exactamente o mesmo. Davas-me o tempo que eu
precisava. Estou bem entregue. Gente que percebe os meus devaneios. Que
respeita o meu tempo. Que me ama e me quer bem.
Hoje não me vou pôr com lamechices. Mas não é um dia que me
passe ao lado. Sinto-o bem no fundo do meu coração. Porque te amo e te hei-de
amar para sempre. E as saudades hão-de apertar cada vez mais.
Hoje não vamos passear ao guincho, nem ver o pôr do sol a ser
chicoteada pela areia, contigo ao meu lado, não vou fazer bolos nem deixá-los
queimar, para depois raspar a parte queimada e enfeitá-lo com cerejas e velas
malucas, não vou vestir o meu vestido preferido nem maquilhar-te, não vou
deitar a cabeça no teu colo nem abraçar-te, não te vou fazer rir com as minhas
caretas, mas hoje, no teu dia de anos, dou-te o que de melhor se pode dar a uma
mãe: a minha felicidade.
Muitos parabéns, mãe.
Volta depressa!
Vera
quarta-feira, 25 de julho de 2012
Poesia na lancheira
Foram quinze dias de praia com a escola. Com os coleguinhas e a pulseirinha com o nome e o número de telefone, caso se perdesse. Foram quinze dias a atravessar a ponte sem a mãe e sem o pai. Foram quinze dias felizes, com um lanchinho que levava de casa, preparado com todo o amor e carinho, para ela comer, não comigo num piquenique num qualquer jardim, mas na companhia do sol e do mar. Foram quinze poemas e canções para ela descobrir na lancheira. Fernando Pessoa, Sérgio Godinho, Delfina Figueiredo e tantos outros. Porque ela é o nosso poema!
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