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segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

O nosso Natal

O nosso Natal começa em meados de Outubro. Reunimos tudo: o papel colorido, as lãs, os tecidos, as tintas, as purpurinas. Vamos pensando em cada pessoa que amamos, transformamo-nos em ajudantes do pai natal e somos felizes com cada prenda que vai nascendo. Fazemos biscoitos e enfeitamos a casa com coisas feitas por nós, ouvimos música, cantamos. Adoramos o natal. Adoramos ter a casa cheia de gente feliz.
Os olhos dela que brilham mais que as luzinhas da árvore.
Feliz Natal a todos e a todas!





quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

o natal no palácio

eu não queria árvore de Natal, não acho grande piada a casa é pequena e tal. a inês, que é uma fofinha gigante, mandou-me uma msg que me tinha comprado uma árvore vermelha que ia ficar a matar na minha casa. já não vive comigo mas continua a tratar do Natal da minha casa. e então criei uma imagem de árvore de natal do mais pirosa que há e voilá, cá está ela, com um colar de pérolas. e não é um colar de pérolas qualquer. é um colar de pérolas dourado.


Como fazer um bolo

para a piolha levar para a festa de natal da escola (quando a mãe está destroçada porque este ano os pais não podem assistir, devido a cortes orçamentais)

1 - Comprar daquela massa já feita (nunca na vida tinha feito tal coisa, mas há sempre uma primeira vez para tudo),

2 - Pedir opinião à Rosa sobre que forma utilizar e ficar contente porque ela diz "ah esses bolos ficam muitaaa bons!"

3 - Deixar a piolha ir brincar com a Rosa na casa ao lado,

4 - Untar a forma com margarina e farinha (e fazer figas para que a raça do bolo não pegue - porque é que não comprei mais uma embalagem de massa, não vá o diabo tecê-las?)

5 - A Magali chora baixinho... Caraças, já passa das oito, a bicharoca tem fome. Pesar a ração da Magali, deitá-la no prato respectivo. Pesar a comida da Essi. Deitá-la na forma do bolo já untada!

6 - Dizer umas quantas asneiras (ainda bem que a piolha está na casa ao lado),

7 - Dar a ração com margarina e farinha à Essi, lavar a forma.

9 - Essi não quer comer. Guarda a ração para a Magali não comer por duas, unta novamente a forma.

8 - Piolha entra de rompante e grita "mamã a Essi está a vomitar!"

9 - Oh tadinha da Essi, Laura sai, não pises, faz-lhe festinhas, tenho as mãos todas gordurosas, Oh tadinha da Essi!

10 - Lavar mãos, limpar vomitado, dar mimos à Essi (e à Magali que é uma ciumenta fofinha)

11 - Bolo no forno, inventa cobertura, chamar piolha para cortar estrelinhas e fazer bolinhas e fazer cara de mãe má para a Laura parar de comer os enfeites!

12 - Enfeitar o bolo.

13 - Levar um abracinho da Rosa porque está fofinho, levar beijinho da piolha porque é o bolo mais lindo do mundo e levar um abracinho e um beijinho do R. porque fiz o bolo e não o queimei.

Et voilá






terça-feira, 17 de julho de 2012

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Há natais que têm tudo para correr mal...

saudades de pessoas que nos construiram e que quando se transformaram em estrelinhas, mataram um bocadinho de nós, um bocadinho da nossa alegria, o raio (s partam) da crise, a falta de pessoas queridas que optaram por passar o natal noutras casas, amigos que queríamos trazer para casa embrulhadinhos numa manta e não nos deixam, as luzes que se fundiram, a falta da estrelinha na árvore de natal, familiares sozinhos, o frio, o stress de não acabar as prendas a tempo e a dúvida entre embrulhos em sacos do continente ou papel de alumínio, o cd do lidl com músicas de natal...

E tudo se transforma... numa fracção de segundo, tudo se transforma. Porque connosco é assim! Dança-se qualquer música em qualquer canto da casa, come-se pepino e tartes maravilhosas, todos riem, todos estão felizes e o resto não interessa... porque o resto não existe. porque somos nós e nós não somos feitos de restos. somos completos. e sabemos ser felizes.

ouvem-se os guizos do trenó. ainda espreitamos à janela, olhamos o céu, mas já não o vemos. há prendas debaixo da chaminé... acreditam que era exactamente a boneca que ela tinha pedido na carta ao pai natal? aquele brilhozinho nos olhos (sim, o sérgio godinho escreveu a música para ela) faz-me sentir gigante. tão gigante que nem caibo em mim. faz-me sentir que é o natal mais emocionante de toda a minha vida ( e faz-me ter a certeza que muitos se repetirão). 

cada presente aberto devagarinho. tocado devagarinho. recebido com imensidão. cada lixinho transformado em ouro. cada livro folheado, cada cd cheirado, cada vestido, gola ou manta abraçado. cada embrulho transformado em nós. a lagriminha no canto do olho. ela a sussurrar-me ao ouvido "é a alegria, não é, mamã?" e o meu sorriso a responder-lhe.

Agora posso pensar em ti, detestar os papos nos olhos que herdei de ti, mas mostrar-te que consegui. E orgulhar-me disto para sempre. e tu sabes o quanto eu adoro o "para sempre".

Obrigada a todos por tornarem este natal tão especial!


sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Estamos a ser roubados

de todas as maneiras possíveis e imaginárias.
Eu gosto de oferecer prendas, sempre gostei e hei-de gostar sempre. Ás vezes, faço-as (na maior parte das vezes, mesmo), mas também sempre gostei de comprar algumas bem mimosas.
A verdade é que este ano, isto anda mal. Anda péssimo, mesmo. Não poderá haver prendas compradas para ninguém. (Só a piolha é que tem direito a prenda comprada - o pai natal deixou-a bem embrulhadinha no meu roupeiro, ainda em Outubro).
Neste Natal, nem a máxima "só as crianças e os animais é que recebem prendas" vai prevalecer.
Gostava (muitooooo) de ter tempo de fazer prendas para tod@s os adultos, crianças, bebés, animais de quem gosto, mas vai ser impossível. Até porque sofro do síndrome de nunca acabar as prendas que começo... e as 24 horas do dia nunca chegam para nada!
Isto tudo para dizer: Desculpem! Desculpem, mesmo!E desejo-vos um raio de uma noite muita bem passada, com comidinhas boas, muitos jogos, canções e gargalhadas e desejo com todo o meu coração uma estomatite aftosa para o cab%$%&$ do passos coelho!

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Querido Pai Natal,

nesta quadra queria-te pedir saúdinha. muita, muita saúdinha! e trabalho! muito, muito trabalho! que sem trabalho não há tostãozinho! e quero uma árvore cheia de bolas coloridas, luzinhas brilhantes e uma estrela cadente. vamos-te fazer biscoitos. eu e a cachopa que nem sonha que me pediste para guardar os brinquedos dela no meu roupeiro. e queremos azevias de grão e bolo rei com brinde. queremos que não haja mais fome no mundo. queremos que se encontre cura para as doenças terríveis que nos perseguem. queremos que os maltratos a crianças terminem. não queremos mais ver animais abandonados.
No fundo, querido Pai Natal, queremos amor, solidariedade e paz. ahhhh e também queremos que neve na noite de natal.

Sendo assim, Pai Natal, este ano ofereces-nos o impossível?
Embrulhadinho em papel com renas de narizes cintilantes e com laços enormes!