A menina que devia ter nascido estrelinha do mar. Que agradece ao mar
cada vez que as ondas nos devolvem a bola. Que abraça a água e lambe o
sal. Que é feliz com o sol, os mergulhos, os búzios, as conchas, o
cabelo desgrenhado e o corpo cheio de areia. As danças à beira mar e as
piruetas.
Os dias maiores. Os sorrisos gigantes.
A
ligação que esta meia leca tem com o mundo é qualquer coisa de
extraordinário. Ela consegue fazer de cada dia, o melhor dia de sempre.
Boas férias, miúda gira!
Lolitar.
(do latim aparvalhare, um)
v. int.
1. Acto de fazer lolitagens;
2. Deitar cá para fora amarguras, irritações, parvoíces e palavras pirosas do coração;
3.O mesmo que esticar o cabelo na marquise da Rosa.
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sábado, 14 de junho de 2014
quarta-feira, 23 de abril de 2014
sexta-feira, 17 de agosto de 2012
regresso a casa
tenho a vida toda como ondas irrequietas debaixo dos meus pés. sinto-me a
viajar sem corpo noutro sítio qualquer. pego num livro esqueço-me dele
em cima da mesa. sinto-me como se fosse uma fotografia desfocada. arrumo
a casa como quem arruma o coração. tenho o meu espaço todo no sítio e
um lar onde caibo demasiado bem. e procuro sempre outro sítio para
estar. lembro as amigas da taiândia e alguns momentos em que não queria
estar noutro sítio. talvez esta seja uma ressaca doutros sítios. se
calhar o meu coração não poisou aqui. se calhar o meu coração quer ser
outro e lhe falte a coragem para novos caminhos.
então seguro-me nos ombros e digo: vai. vai para a praia. vai para ao pé das tuas amigas. deixa a tua casa ganhar saudades. ganha a certeza de que dali ninguém te tira. que ainda amas a solidão a qualquer custo. que te tiram tudo mas nunca o amor pela vida. se te faltam as mãos para te abanar nunca te falta o amor de cem outras mãos. sabes que voltas domingo e que tens a joana o francisco a raquel o duarte a luísa a leonor o afonso a teresa a maria e a diana à tua espera. que te vai faltar o ar de tantos abraços. e vais recordar o dia em que na tailândia te disseram que eras essencial. que podias ir e que te esperavam ao voltar. e que nos dias em que precisaste de não dizer nada mil vozes estavam suspensas por ti. que a solidão será sempre a melhor escolha e nunca um castigo.
e quando não tiveres mais forças, nenhumas, nenhumas, tens ainda uma prenda para dar. que mesmo fora do contexto vai comover uma amizade de pedra. e é uma prenda que diz isso. que aconteça o que acontecer por mais tempestades que te tirem a respiração a vida que tiveste ninguém te tira. e depois dessa prenda o silêncio fará mais sentido. porque a memória está presa à pele e essa nunca nos deixa o corpo solto. e o futuro será sempre o que quiseres. e enquanto ele for um gigante ponto de interrogação terás todas as portas abertas. e isto que ensinaste a toda a gente hoje é a ti que o dizes. e depois disto vais focar-te outra vez, e vais sentar-te na tua cozinha e beber um martini ao final da tarde, antes de um jantar gourmet qualquer. e tudo vai voltar a fazer o sentido de antes. porque nunca soube ser se não alma. e apesar da dor que muitas vezes isso me causa a maior parte das vezes sou absolutamente por inteiro. e isso não troco por nenhuma outra coisa.
então seguro-me nos ombros e digo: vai. vai para a praia. vai para ao pé das tuas amigas. deixa a tua casa ganhar saudades. ganha a certeza de que dali ninguém te tira. que ainda amas a solidão a qualquer custo. que te tiram tudo mas nunca o amor pela vida. se te faltam as mãos para te abanar nunca te falta o amor de cem outras mãos. sabes que voltas domingo e que tens a joana o francisco a raquel o duarte a luísa a leonor o afonso a teresa a maria e a diana à tua espera. que te vai faltar o ar de tantos abraços. e vais recordar o dia em que na tailândia te disseram que eras essencial. que podias ir e que te esperavam ao voltar. e que nos dias em que precisaste de não dizer nada mil vozes estavam suspensas por ti. que a solidão será sempre a melhor escolha e nunca um castigo.
e quando não tiveres mais forças, nenhumas, nenhumas, tens ainda uma prenda para dar. que mesmo fora do contexto vai comover uma amizade de pedra. e é uma prenda que diz isso. que aconteça o que acontecer por mais tempestades que te tirem a respiração a vida que tiveste ninguém te tira. e depois dessa prenda o silêncio fará mais sentido. porque a memória está presa à pele e essa nunca nos deixa o corpo solto. e o futuro será sempre o que quiseres. e enquanto ele for um gigante ponto de interrogação terás todas as portas abertas. e isto que ensinaste a toda a gente hoje é a ti que o dizes. e depois disto vais focar-te outra vez, e vais sentar-te na tua cozinha e beber um martini ao final da tarde, antes de um jantar gourmet qualquer. e tudo vai voltar a fazer o sentido de antes. porque nunca soube ser se não alma. e apesar da dor que muitas vezes isso me causa a maior parte das vezes sou absolutamente por inteiro. e isso não troco por nenhuma outra coisa.
lolitas na praia
agora é meter tudo nas malas à pressa e rumar ao algarve descansar com as lolitas!
(pronto não são todas mas fica aqui a memória do único dia em que as metemos todas juntas dentro de dois carros para ir para a praia!)
até já lolitas!!
loviú
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