sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

o meu pai disse-me...

... que Deus existe. Mas que está sentado à esquerda de Bin Laden e que, portanto, possivelmente nunca o vamos encontrar. Disse-lhe que também sempre achei isso. Mas também lhe disse que, se o encontrarmos, temos umas contas para acertar. E com o Bin Laden também, mas menos.

O fim do mundo dentro de um ano menos 14 dias

As avós das lolitas disseram que cada dia do início do ano mostrava como ia estar a meteorologia para o ano todo: assim dia 1 de Janeiro equivalia a todo o mês de Janeiro, o dia 2 de Janeiro equivalia ao mês de Fevereiro, e assim até ao dia 12 de Janeiro. Ontem, dia 13 de Janeiro, esteve um nevoeiro fora do normal e um frio de rachar. Ora não havendo mês 13 só pode equivaler ao ano de 2012 e face ao exposto creio que é mesmo o fim do mundo.

Os maias tinham razão. E não são os do Eça de Queirós. São os outros.

Não há nada mais deprimente do que comprar o nosso próprio bolo de aniversário

mas a falta de tempo para fazer um personalizado, assim o obrigou.
Com tanto mimo e atenção que recebemos no nosso dia de anos, a entidade patronal devia ser obrigada a dar-nos o dia... é que as 24 horas não chegam para responder aos nossos amigos todos.
E cá estou com 30 anos... gosto do número. é redondinho e sabe bem dizer "trrrriiinnnntaaaaa". não dói. nunca me doeu fazer anos. nunca me sinto mais velha. continuo sem cabelos brancos e os papos nos olhos são justificados como sendo "hereditários".
Por isso, chegada aos trrrriiinnnntaaaaa passei uma boa parte da noite a retrospectivar (esta também sabe bem dizer. tentem lá: re-tros-pec-ti-var hehehehehe).
Lembro-me de ir no diane com o nela, a minha mãe e os meus irmãos em direcção à Guerra Junqueiro, e numa curva a porta abriu-se (na altura ninguém usava cintos de segurança). Devia ter uns 3 ou 4 anos e lembro-me do pânico que aquilo gerou - a minha mãe aos gritos e o nela a esticar o braço para fechar a porta enquanto tentava que o carro não capotasse. Recordo-me perfeitamente de pensar "eh pá, olha a estrada! E pela 1ª vez tive a sensação de que era amada - eles gostam mesmo de mim. não querem que eu caia para o alcatrão!".
Lembro-me do primeiro de escola. De ser o Sérgio a levar-me. Do primeiro livro que li - o papuça e o dentuça - com a minha tia Alada a ajudar-me. Lembro-me de brincar com a minha prima Sara na Malveira, às cozinheiras. Partíamos as bolachas catraias (lembram-se? aquelas que tinham os signos) e serviam de refeição para nós e para as bonecas. O Sérgio e o Gonçalo costumavam raptar o meu bebé chorão e isso dava direito a distribuir chapadas. Cresci na escola de línguas da Alada. Conheci gente de todo o mundo e aprendi a escrever em inglês antes de o saber fazer em português. Tentei aprender a tabuada a cantar (diziam que era assim que se decorava) mas eu achava uma chatice porque além de me babar toda a letra era muita parva! Lembro-me das tardes passadas na praia das maçãs e das férias em santo andré (aprendi que quando se comem bananas, não se deve ir andar de baloiço, porque há uma certa tendência a ficarmos mal dispostos). Era doida por pinipons e num aniversário recebi a casa da cidade. O meus irmãos construiam altas batalhas, numa mesa enormeeeeee, com soldadinhos de guerra e ninguém (eu) podia respirar para eles não cairem todos tipo dominó.
Lembro-me dos suspensórios dos 7 anões que a teresa e o meu pai me deram. Lembro-me dos bitoques no café da esquina ao pé das amoreiras.
Lembro-me dos natais em Évora. Lembro-me do Sérgio levar um ralhete por nos andar a perseguir com uma nossa senhora de fátima fluorescente (e eu e o gonças perdidos de riso).
Lembro-me de conhecer o Fred na primária. E de jogar tragabolas. E pulgas na cama. E ao peixinho. E à bisca.
Depois cresci. Era uma excelente aluna. Fui para o 5º ano e conheci a Joana. Passámos dias inteiros juntas. E noites inteiras a falar e a ler livros aos quadradinhos. Que cumplicidade, não era (é) Joaninha?
E depois continuo... antes que seja despedida por lolitar em vez de trabalhar!

Que venham mais trrrriiinnnntaaaaa!!!!!!!!!!!!



quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

A NOSSA VERINHA MÁGICA FAZ ANOS

E ela é a melhor magia do mundo!
Parabéns!

UMA AVENTURA NAS URGÊNCIAS DO S. JOSÉ (a true story) - parte II


Claro que vale a pena. Tudo vale a pena, quando a dor não é pequena. MAS ESTA É A 2ª PARTE. VIDE POST ABAIXO PRIMEIRO, s'il vous plaît.
(...)

Volto para casa, a coisa continua a doer mas os analgésicos e o sono natural da 2ª feira tratam do resto. Telefono a dizer que não estou em condições de trabalhar, que amanhã estarei melhor, "mil desculpas, telefona se houver algum problema".

3ª feira, dia 11 de Janeiro, acordo no mesmo estado que no dia anterior mas meto logo dois analgésicos no bucho. O dia passa-se dentro do possível mas, numa consulta de rotina, o senhor doutor olha para mim, coxa e cambaleante, desprovida da minha natural graciosidade, e diz-me para eu ir às urgências, que aquele tronco não era o meu tronco. A medo, pergunto "às urgências? tem a certeza? será mesmo necessário?" A gente ouve histórias, adivinha como será mesmo sem ter lá estado. Haveria necessidade. "Faça-me esse favor e vá ver isso!"

E a Eurídice, a doce e ingénua Eurídice (sim, sou uma donzela neste episódio) lá se desloca às fatídicas urgências, onde começa a nossa história (para a próxima opto pelo estilo "in media res", para vos poupar a amarguras prosaicas. Para a próxima, será épico").

Elenco cronológico dos acontecimentos da passagem da noite de 12 para a manhã de 13 (agora na 1ª pessoa):

20h15 - admissão nas urgências. Pagamento da taxa moderadora.
20h20 - é-me atribuída a pulseirinha verde (na imagem) - significado da pulseirinha verde: não está a esvair-se em sangue, não traz um braço na mão nem tem a cara no sítio do rabo...não é urgente mas vamos deixá-la pensar que sim.
20h30 - penso "até agora, não percebo o porquê de tanto debate e queixa. Entrei agora mesmo e já sabem que sou verde. E que tenho a oxigenação a 100%. Muito eficiente, sim senhores."
20h40 - telefono à mãe ("Não, mãe, não preciso que venhas de cascos de diabo mais velho, com o pai, até aqui, para me fazeres companhia. Isto há-de ser rápido, eu já sou crescida, sei tomar conta de mim e toruxe chocolate comigo. Vamos falando")
21h - "ainda não chamaram ninguém, que estranho..."
21h20 - "olha, tão a chamar alguém!"
21h55 - "não, mãe, não preciso que venhas aqui ter, a sério. 'Tou óptima. Deixa-te estar. Sim, já comi. Não, não tenho frio."
22h30 - "olha, chamaram outra pessoa"
23h - "olha! Revistas!"
23h10 - "olha, o miguel esteves cardoso consumia cocaína desde os 14 anos. Grande estróina. E esta está grávida. Chiça, toda a gente a parir, hoje em dia. Ah, espera, esta revista é de 2008..."
23h55 - estou nervosa. dói-me tudo, já não tenho posição. Dirijo-me ao balcão de entrada e pergunto quanto tempo falta para ser a minha vez, porque não me estou a sentir muito bem, as dores pioraram, estou a tremer. ""Depende das horas a que entrou, menina. O senhor que foi agora para a consulta chegou cá às 17h. A que horas entrou a menina"
23h56 - suores frios, visão turva, quebra de tensão
23h57 - "oiça, eu preciso de ver alguém, diga-me com quem é que tenho de falar para saber se é melhor ir para casa, se devo ficar." "Pois, não sei, menina. Eu acho que tem de esperar a sua vez. Daqui a 3 horas é capaz de ser atendida."
00h10 - convencida de que está um único médico "lá dentro" a atender dezenas de pessoas moribundas, entro na "área reservada" para pedir ajuda àquela alma torturada.
00h15 - encosto-me à parede a chorar de desespero e dores enquanto por mim passam umas dezenas de médicos, uns ao telefone com a namorada, outros a contar a bebedeira do amigo à enfermeira, outros que passavam de 5 em 5 minutos ora com bata ora sem bata, outros ainda que, a avaliar pela passada, pareciam estar no parque a desfrutar do fresquinho da madrugada.
00h40 - ainda a chorar, uma recepcionista pergunta-,me se estou ali sozinha, diz-me que não se deve estar sozinho nas urgências e arranja-me uma enfermeira.
01h10 - espero de pé que a enfermeira apareça. Pergunta-me "nunca teve dores, é? Nunca lhe doeu nada na vida" Voltei ao infantário, só faltava a taça de alface.
01h30 - estou a ser vista por uma médica que me toca com relutância e repugnância na costela afectada. Escreve no computador durante 15 minutos, dá-me um papel para fazer raio-x e análises. Pergunto-lhe "tem ideia do que possa ser?" "Pode ser muita coisa. Pode não ser nada. Eu não sei. Não sei."
01h45 - "espere aqui na salinha um bocadinho que já a chamo com os resultados.
01h47 - chegam os pais, à revelia. A mãe traz bolachinhas e mimo.
01h59 - gozamos com a médica que nada sabe. gozamos com o médico que não consegue dizer os nomes de ninguém no intercomunicador, pelo que ninguém se levanta quando é ele a chamar.
02h30 - deve estar quase. Era "um bocadinho"
03h25 - deve estar mesmo quase. "Já passaram duas horas, caramba"
03h30 - "Eurídice Gomes, balcão dos verdes" Lá vou eu. A menina diz que as análises não acusam nada e o raio-x também não. No entanto, como as dores são muitas, sugere-lhe o meu tronco defeituoso e desequilibrado e as dores de que padeço ao mais ligeiro toque que posso ter a costela partida. "Tem de ir para ortopedia"
03h40 - Bato à porta da ortopedia. Lá de dentro, um sujeito que admito poder ter tirado o curso o curso de medicina mas que não teve mãe para lhe ensinar maneiras pergunta-me "O que é que está aqui a fazer?" "Estava aqui no bairro e lembrei-me passar por aqui para ver se precisava que alguém lhe pontapeasse a masculinidade e ensinar boas maneiras", não respondi eu. Mandou-me esperar, que já me chamava. Saiu da cadeira onde estava estirado a olhar para o computador e dirigiu-se a outra sala para atender um paciente com um braço partido que o esperava.
03h50 - volta à sala, manda-me entrar e pergunta-me o que tenho. Explico. Pergunta-me se a médica que me mandou ali era novinha. Tinha de ser, porque costelas é ossos mas não é ortopedia, é cirurgia. Chama uma enfermeira para me levar à cirurgia, não sem antes percorrermos todos os gabinetes em busca da bruxa má que lhe perturbou a noite e lhe enviou uma costela que não era da competência dele.
03h59 -  cirurgia. "Oiça, não tem nada nas análises, o raio-x não tem nada. Dá-se bem com Nolotil? Óptimo, tome estes enquanto lhe doer" "Quanto tempo vai ser isso?" "No mínimo, se ficar quietinha, um mês. AS melhoras"
04h05 - tenho alta do serviço de urgências de São José, com uma receita de analgésicos na mão, dores intensas no músculo intercostal (agora sim, sei que é uma distensão muscular) e uma história para contar.

Foi no São José, podia ter sido no S. Francisco Xavier. Também já lá estive em pequena, quando soprei para dentro de um cinzeiro e fiquei cega de um olho durante uma semana, quando desloquei o pulso ao cair de um escorrega (era para a frente, não para o lado que se deslizava) e quando engoli uma espinha, que parecia o osso de um dinossauro. Por estas 3 visitas anteriores, achei que a experiência tinha de falar mais alto e impedir-me de lá voltar. Para a próxima, experimento o Santa Maria. Oiço dizer que ao menos tem acção, com estropiados, berros, rixas, braços em gelo na mão do cunhado...

UMA AVENTURA NAS URGÊNCIAS DO S. JOSÉ (a true story)


Com dores excruciantes no lado direito do tórax, Eurídice dá entrada no serviço de urgências do Hospital de S. José às 20h15 do dia 12 de Janeiro de 2011. Tem alta desse mesmo serviço às 4h da manhã do dia 13 de Janeiro. Esta é a história das incríveis 8 horas que passaram entre entrar com dores e sair com mais dores ainda.

Acordei tarde no Sábado, dia 8 de Janeiro. Ao levantar-me, reparo como sou sossegadita a dormir, uma paz de alma, que até dá gosto na altura de fazer a cama. Uma tosse "cafum-cafum", nas palavras da mãe, "tens de ir ver isso" nas palavras do pai, que começava a desaparecer com a ajuda de um xarope, acorda em mim depois do banho e sinto uma pontada no lado direito. "Mau", pensei. "Isto doeu um bocado, pá".
Ignoro, mais ou menos, dentro do possível. Hipocondríaca assumida há uns anitos, desconfio hoje que seja impossível desenvolver 5 ou 6 cancros diferentes no espaço de 3 semanas.

Adiante

Dor aguda no lado direito, mesmo por baixo, por cima, ao lado, na metafísica da minha última costela. Em alegre convívio com os progenitores, horas mais tardes, fico pálida e rezingona (um dia normal até agora) e sem energia ("mas eu acordei às 12h30. Mau! Sem energia? Com tosse cafum-cafum? Pálida? E hoje sangrei das gengivas! Aliás, há uma semana que sangro das gengivas? Aliás, há anos infindos que sangro das gengivas! Meus Deus, posso estar com leucemia!"  - welcome to my brain). A mãe acha estranha tanta prostração, pergunta-me se estou bem. Não quero alarmá-la com o facto de estar à beira da morte e resmungo qualquer coisa. Volto para casa. Como qualquer coisa (não me lembro o que seria, mas vou apostar em queijo fatiado, marca branca, que anda em altas no meu frigorífico há uns meses), sinto-me melhor, mas a dor continua e agora também dói quando espirro.

E assim entramos no dia 9 de Janeiro. A dor agrava-se, dói-me levantar-me, dói-me deitar-me, dói-me estar curvada, dói-me estar direita, dói-me tocar na maldita costela. Por esta altura tenho leucemia e cancro do pulmão, claro, porque o pulmão acaba ali, naquela pontinha que me dói. E porque estou muito enfastiada com a situação.

Dia 10 acordo para ir trabalhar e quando entro no carro percebo que a coisa de me demorar 35 minutos a vestir-me era apenas um prelúdio para as dores lancinantes que iria sentir a meter a 2ª enquanto ponho o cinto... Dou meia volta e vou ao médico de serviço permanente que me diz que pode ser uma de 3 coisas:
- distensão muscular
- zona (ó meu deus, é mesmo leucemia!)
- pneumotórax (eu sabia! é cancro do pulmão! ó meu deus, vou morrer e nunca cheguei a ter um iPad)

Raio-x e 1h depois, ficamos reduzidos a Zona - mas só se aparecerem borbulhinhas onde dói até 5ª feira - e distensão muscular. Toma lá analgésicos, vai para casa e sonha com borbulhas gigantes cheias de pus e sangue a escorrerem tronco abaixo enquanto tudo o que fica de ti são dois bracinhos e uma cabeça com o cabelo oleoso porque hoje nem conseguiste lavar o cabelo como deve ser.

fim da primeira parte

note-se que ainda não chegámos às urgências. Será de continuar?

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Continuando

as resoluções que prometi continuar em Janeiro em http://lolitar.blogspot.com/2010/12/resolucoes-de-ano-novo.html

  • Deixar de esperar demasiado das pessoas, como já várias vezes me disseram, o melhor é contar à partida só comigo, para não apanhar mais desilusões
  • Arranjar um guarda-chuva giro
  • levar a magali a cortar as unhas uma vez por mês
  • deixar de me desculpar pelo que chamam "mau feitio" - é do que sou feita! quem não gosta, azar!
  • ir piquenicar mais vezes à gulbenkian
  • visitar aquelas pessoas (incluindo a minha família de évora que adoro) que digo sempre que vou visitar e que afinal acabo sempre por não ir
  • cozinhar mais, porque apesar de o detestar fazer, até parece que tenho jeitinho para a coisa
  • regressar aos anos 80/90 e desligar o telemóvel para todo o sempre (acho que só dá jeito para quando viajamos para sítios manhosos e acontece um imprevisto)
  • apanhar mais sol
  • Encontrar um móvel horroroso e velho na rua e transformá-lo num móvel lindo para a cozinha
  • ouvir mais o silêncio - é das melhores coisas que temos!

Depois continuo, sei lá... lá para Fevereiro e passo a ter resoluções o ano inteiro!


terça-feira, 4 de janeiro de 2011

As cobranças

Muito se tem falado sobre cobranças ultimante... parece que andamos a exigir demasiado às pessoas de quem gostamos... e na minha humilde opinião acabo por concordar. O amor e a amizade não são um pingo doce ou um pão de açúcar em que se cobram coisas (dou dinheiro e em troca quero produtos), nem tão pouco uma segurança social que faz cobranças coercivas (como naqueles conhecidos casos "eu já fiz tanto por ti e é assim que tu me pagas!"!!

São sentimentos naturais, espontâneos e bonitos. E querer em troca, quase obrigando ou pressionando alguém não é de todo bonito. Ou pelo menos saudável e equlibrado.

E entre amigos, pais, filhos, namorados é suposto tudo isto surgir espontaneamente, quase sem darmos por isso. Só nos apercebemos quando o nosso coraçãozinho começa a bater mais depressa e nos vem à cabeça aquela sensação "ai, gosto tanto de ti, que quase rebento!".



O amor não se cobra, dá-se!!!


As lolitas andam tontas...

ele é gripes, tectos caídos, crianças com viroses ou sangue no nariz, falta de inspiração, cadelas coxas, peixes mortos, dúvidas profissionais e falta de emprego... que mais estará mais vir?

o que nos vale é a nossa mantinha, que nos aquece os corações nestes tempos conturbados (é a rosa que tem as fotos actualizadas da manta e tem preguiça de as pôr aqui hehheheheheh)

sábado, 1 de janeiro de 2011

Vocês acreditam

que a sofia chichorro me ofereceu o livro da manta de retalhos, sem saber da existência da nossa manta de retalhos?? Isto só pode querer dizer que a sofia é uma lolita também!!!

Sete Razões Para Se Ser Lolita (ou obrigada, Lolitas!)



1 - as lolitas são miúdas giras, pá. Mesmo giras.

2 - as lolitas sabem fazer tudo e mais alguma coisa: cozinham, conversam, escrevem, lêem, contam histórias, trocam fraldas, mandam mails, têm blogues, maquilham-se, fazem lanches, jantares e festas, dão colo e ralham, fazem teatro, tiram cursos, dão cursos, eu sei lá...

3 - uma lolita não tem medo de nada. Nem de osgas. Nem de aranhas

4 - uma lolita só é lolita se há outras lolitas. Exemplo: uma lolita não tem medo de nada. Quando uma lolita têm medo de osgas, vem outra lolita que não tem medo de osgas. O medo das osgas fica, assim, anulado para todo o sempre. Também funciona com aranhas, borbulhas e cansaço.

5 - as lolitas juntam-se para fazer mantas de retalhos. Não há nada mais fixe que fazer mantas de retalhos, palavra. Se alguém disser o contrário, não é lolita, logo, não conta.

6 -  Ser lolita é ter a língua afiada, os pés gelados e competências de todos os tamanhos e feitios.

7 - Uma lolita sabe que a única maneira de fazer frente à vida é sendo lolita. Aconteça o que acontecer, do trágico ao cómico, basta ter acesso à Internet e um servidor em condições para lolitar à vontade. E a vida é muito melhor depois de se lolitar um bocadinho.

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Resoluções de Ano Novo

Adorava fazer este tipo de listas de objectivos, apesar de nunca cumprir a maior parte deles... mas sabia-me bem, pelo menos obrigava-me a pensar nas coisas que deixava pendentes ano após ano. Quando a minha mãe morreu, mudei de ideias e nunca mais fiz resoluções. Até hoje!!


Durante os próximos 365 dias, devo:


  • gritar menos e cantar mais
  • não sofrer por antecipação
  • tentar deixar de fumar
  • ter mais um(a) filh@
  • comer mais fruta e mais sopa
  • não deixar para amanhã o que posso fazer hoje
  • deixar de fumar
  • tirar mais fotografias
  • rir-me mais
  • ser mais carinhosa e mais paciente
  • voltar à dança
  • deixar de fumar, novamente
  • ser mais regrada nas horas de ir para a cama
  • não perder um episódio da anatomia de grey
  • inventar histórias para contar à laura
  • começar as prendas de natal em agosto
  • lolitar mais
  • deixar de ser preguiçosa e levar a essi e a magali mais vezes ao jardim dos montes de relva
  • ler mais e deixar de adormecer a meio dos filmes
  • viajar MESMO (para isso junto aqui ganhar o euromilhões)
  • mostrar às pessoas que amo que realmente não há nada mais importante no mundo que elas
  • fazer queixa à polícia dos vizinhos de baixo
  • levantar-me quando o despertador toca, para deixar de me atrasar
  • voltar a gostar de conduzir
  • fazer um mega castelo de areia na praia, com conchas e algas
  • ir de férias para odeceixe com o meu rui e a minha laura
  • fazer mantas de retalhos
  • escrever no blog das lolitas

Por agora acho que é tudo. Em Janeiro continuo.



Bom ano para tod@s!! Como quem diz: Boa vida para tod@s!!!



quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Feliz Pós-Natal!

São poucas as situações que me deixam sem palavras... Fico quase estática, sem saber o que dizer... depois, apetece-me chorar de alegria, mas só me consigo rir da maneira mais histérica que existe! este natal e pós-natal foi uma dessas ocasiões. Senti e sinto imensa coisa, mas não me consigo explicar bem... não existem palavras suficientes para que vos possa transmitir o que senti e o que sinto. A verdade é que os meus amigos e amigas ainda me surpreendem (obviamente que a família está incluida. de que serve um pai, uma mãe, um irmão ou um primo se não forem nossos amigos? se não zelarem por nós? se não nos mimarem? ser do mesmo sangue não é suficiente! é preciso que os corações se encontrem em harmonia). E o meu natal e pós-natal foi precisamente isso. é extraordinário poder falar nas "Nossas prendas". Sim! Porque foram presentes escolhidos a dedo, um a um para cada um de nós. São prendas nossas, minhas e tuas! Nossas! Nossas! Nossas! E significam tanto. Tanta coisa! Significa que nos conhecemos uns aos outros. Significa que gostamos uns dos outros. Significa que te quero ver feliz e tu a mim. Significa que sou uma sortuda por vos ter nos meus dias. Tenho a perfeita noção que tudo o que tenho atingido e conseguido é graças a vocês. Graças ao vosso pensamento positivo e à ajudinha da Becas mantive o meu emprego. Graças a vocês tenho (temos) uma manta de retalhos. Graças a vocês sou mãe da criança mais feliz (e mais mimada) do universo. Graças a vocês, que me amparam nos momentos mais dificeis e partilham comigo as coisas boas que vida nos dá. E vocês são o melhor que a vida me dá!

Amo-te Rui, Amo-te Laura, Amo-te Rosa, Amo-te Sandra, Amo-te Tiago, Amo-te Sophia, AMo-te Andreia(s), Amo-te Joana(s), Amo-te Becas, Amo-te Bárbara, Amo-te João(ões), Amo-te Fred, AMo-te Sofia, Amo-te Hugo(s), Amo-te Ágata, Amo-te Cláudio, Amo-te Raquel, Amo-te Koto, Amo-te Pai, Amo-te Sérgio, Amo-te Gonçalo, Amo-te Teresa... Amo-te a esse que eu me esqueci de escrever o nome!



Obrigada!



segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

modo melhor família do mundo

Este fim de semana entrei no modo família feliz. Só me apetece a minha mãe , o meu pai, o meu tio, a Verinha, a Laura, o mano e depois os outros todos que estão a chegar, a Ariana, o António, a Jolanda, a Leonor, a Rita, o Afonso, a Luísa, a Raquel, a Inês, a Rita, o Miguel, o Duarte, a minha tia, a Mariana, o Ricardo, o Pedro. Adoro imaginar como vai ser, aqueles cinco dias loucos a saltar de cidade em cidade e de casa em casa, sempre na melhor festa de todas que só é mesmo a melhor festa de todas porque é a festa da família e eu sou menina-da-família até dizer chega! E às férias e à família junta-se a inauguração da exposição Lisbo-a-njos como a inauguração de um trabalho bom bom bom. Com esta família toda lá.
E acabar o ano a descansar na minha serra, a pensar, a colar os bocadinhos que faltam, a perceber que vida é esta que tanto me apaixona como me assusta. A fazer lareiras e a jogar Scrabble. A ler os meus livros-prendas-de-natal-ja-recebidas. A aprender a ser eu, em plenitude, quase por coincidência, no Natal.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

A B. ontem fez anos...

a B... a minha querida B.! Uma inspiração, uma lição de vida, uma amiga daquelas para a vida toda! Uma amiga daquelas que merece tudo o que a vida tem de bom para oferecer. Porque não fica sentada à espera. Batalha! Vai em frente! Para ser feliz! E para fazer os outros felizes também! Tem a coragem e a força de uma leoa! Sinto-a como minha mãe, porque os conselhos que me dá, são da dimensão que uma mãe dá a uma filha. E eu gosto dela como uma filha gosta de uma mãe amiga e presente! É vermelho e preto e branco como eu! Tem uma maneira contagiante de rir e repara em pormenores como ninguém. A B. é o meu jacarandá em flor.
Se soubesses o quanto te adoro!
Obrigada B. e PARABÉNS!!!! Por TUDO!


terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Hoje é isto que tenho para dizer

Nesta curva tão terna e lancinante
que vai ser que já é o teu desaparecimento
digo-te adeus
e como um adolescente
tropeço de ternura
por ti.

Alexandre O'Neill

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

estou apaixonada

pela nossa manta de retalhos, cheia de rectângulos mal cortados, cosida com muita conversa, muita gargalhada e muito amor! ai estas lolitas!!!

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

uma espécie de vida nova

"deseja apagar todas as mensagens de todas as pastas?"
"ok"
"a apagar 835 mensagens"

ui, nunca tinha feito isto! weeeeee!

plano SOS

Hoje estou em modo SOS, pré-feriado. Modo SOS significa que organizei o meu tempo para ser feliz nos próximos dois dias: curso logo à tarde, saída com a doce Eurídice e os amigos que queiram vir, tempo amanhã para estar sozinha a namorar a minha casa e, no final, a minha mãe. Tempo para fazer compras com ela, jantar na minha casa antiga que como ela me diz sempre é a minha sempre-casa (e se eu gosto de lá estar!).
Modéstia à parte, sou a melhor nos SOS's, faço logo um plano de acção e de emergência, convoco os meus amigos-irmãos, a alguns explico que estou em modo SOS a outros peço só que me falem de histórias e folhas escritas e contos de fadas.
E depois solto como que um grito do Ipiranga que me liberta do estado de dormência e me lança na euforia de viver. É aí que percebo que o Círculo da Felicidade está dentro do que sou, antes de ser um livro para crianças. O plano SOS não é mais do que entrar no modo Círculo da Felicidade. E todo ele é de repente os meus gestos, os meus dias e as minhas escolhas para uma noite onde me encaixe, um feriado em que me encaixe, um dia. E assim, apesar das saudades de uma vida que não se repete percebo que tenho uma vida absolutamente feliz. E tento fazer as pazes com esta balança "saudades" vs "vida real" devagar e dolentemente sem conseguir ainda que nenhuma das duas me domine e me dite os passos. Mas a questão que vos coloco (e a mim todos os dias) é a seguinte: não é fantástico que um dos lados da balança seja "a vida real" e que essa seja a vida que eu amo? Poucas vezes se tem esta sorte. Então o balanço final só pode ser um dia de sol.