sexta-feira, 17 de agosto de 2012

lolitas na praia





agora é meter tudo nas malas à pressa e rumar ao algarve descansar com as lolitas!
(pronto não são todas mas fica aqui a memória do único dia em que as metemos todas juntas dentro de dois carros para ir para a praia!)


até já lolitas!!
loviú



terça-feira, 14 de agosto de 2012

Ouvi dizer que estava de férias

E passo os dias ao sol, a ver o céu azul e as andorinhas. As cadelas estão felizes. A Essi já arranjou um namorado e gosta de dormir debaixo das figueiras. A Magali gosta de brincar com as crianças às mangueiradas. Há as birras da sopa e o vento que sopra demasiado forte à tarde, mas há as gargalhadas de meninos felizes, que brincam ao ar livre e nadam até à lua. Há conchinhas brilhantes nos bolsos dos meus calções e areia nos meus pés. Há mergulhos de sereias e gafanhotos à porta dos quartos. Há legumes descascados ao ar livre e boa companhia. Há beijinhos e miminhos a todas as horas do dia. Há telefonemas para matar as saudades de quem ficou no lufa-lufa da cidade. Há um céu que se perde de vista com tantas estrelas para contar e constelações para descobrir. Dizem que estou de férias. Eu cá sinto exactamente o mesmo que no resto dos dias, mas sem transportes públicos e sem o tic-tac a correr atrás de mim. Estou feliz. Sou feliz.


sábado, 4 de agosto de 2012

A felicidade numa bandeja


Querida mãe,

Hoje farias (fazes) anos. 60. Adorávamos quando na rua nos confundiam como irmãs. Eras uma vivaça. Bonita, de olhos verdes, calças de ganga e all star. Ou vestidinhos de verão. Sempre pronta para um passinho de dança e para conversar. Vemos os meus amigos a discutir com as mães por coisinhas de nada. Não me lembro de discutirmos. Conversávamos. E o engraçado é que ou eu acabava por concordar contigo ou tu comigo. Éramos cúmplices. Amigas. Divertidas.

Não precisa de me fazer de forte ao pé de ti. Apeteceu-me ligar-te quando as compressas ficaram presas nas feridas, no episódio do burro. Podia-te ligar e choramingar e tu havias de me dizer alguma coisa para me reconfortar. Liguei ao R. Ele também sabe sempre o que me dizer para me reconfortar, mas não gosto de mostrar que fraquejo. Que choro porque me doem os joelhos… coisas tontas… Mas também ele me percebe. Também passa por mim cá em casa inúmeras vezes e não me diz nada. Esboça um sorriso quando se cruza comigo e eu estou parada no meio do corredor a olhar para o vazio. Porque estou a pensar. Estou a processar o dia que passou ou um sentimento qualquer que quero perceber melhor. Tu fazias exactamente o mesmo. Davas-me o tempo que eu precisava. Estou bem entregue. Gente que percebe os meus devaneios. Que respeita o meu tempo. Que me ama e me quer bem.

Hoje não me vou pôr com lamechices. Mas não é um dia que me passe ao lado. Sinto-o bem no fundo do meu coração. Porque te amo e te hei-de amar para sempre. E as saudades hão-de apertar cada vez mais.

Hoje não vamos passear ao guincho, nem ver o pôr do sol a ser chicoteada pela areia, contigo ao meu lado, não vou fazer bolos nem deixá-los queimar, para depois raspar a parte queimada e enfeitá-lo com cerejas e velas malucas, não vou vestir o meu vestido preferido nem maquilhar-te, não vou deitar a cabeça no teu colo nem abraçar-te, não te vou fazer rir com as minhas caretas, mas hoje, no teu dia de anos, dou-te o que de melhor se pode dar a uma mãe: a minha felicidade.

Muitos parabéns, mãe.
Volta depressa!
Vera

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Viva o rock do bom!!!!

A música destes meninos é do melhor que há!!!!!!!!!
Meti uma cunha (fiz o meu olhar nº64467 - os olhinhos de bambi) e pude ouvir em primeiríssima mão o cd que vai sair em breve!
Eh pá! Fiquei maluquinhaaaaaaa!!! É rock do bom! É música que me leva a voar até à lua em 3 segundos! É música que dá uma pica inexplicável! Que nos arrepia cada pêlo do nosso corpo! Que nos faz tremelicar músculos que nem sabíamos existir! Que nos faz sentir poderosos! Que nos faz inventar autênticos videoclips mentais para cada música! Parece que estamos a viver numa outra dimensão, num outro filme! Cada vez que oiço as primeiras notas de cada música, tenho vontade de dar guinchinhos histéricos de alegria! Ai esta!! Esta é a minha preferida! Ai, afinal é esta! Aiiiiiii!! São todas preferidas!!! É música que me faz pular, dançar e que me põe um demóniozinho no corpo, mais forte que eu e quando dou por ele, a música ouve-se no fundo da rua - é o demóniozinho do volume!!!! Desculpem lá, vizinhos, estou possuída! Desculpem nada! Oiçam  que é bom! E música da boa só faz é bemmmmm!!!!!!!!!

Os Quartet of Woah vão dar tanto que falar!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Preparem-se!!!

Eu cá já estou pronta para namorar, limpar a casa, jardinar, brincar, passear as minhas 4 patas e enfrentar os perigos dos transportes públicos da cidade de Lisboa com esta banda sonora como fundo!
Se virem uma rapariga a passar por vocês, de all star nos pés, a correr, de sorriso nos lábios e braços ao alto, sou eu, a dar a volta ao mundo, e a ouvir esta bomba!
E a pequenina, é a Laura!



PS. Mariana, os créditos da foto são todos teus! Obrigada!

You're just to good to be true

Depois de uma semana com burros, sem chucha, com despedidas dos amigos da escola, com correrias para o autocarro para ir comigo para o trabalho, é isto que eu ganho! Vale  TUDO, TUDO, TUDO e mais TUDO! I'm such a lucky girl!


quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Para a Inês

Nunca tinha pensado muito no assunto, para ser sincera, mas o episódio que se passou no sábado levou-me a pensar sobre isso. A Laura deixou a chucha e como ela adora animais decidimos levá-la a passear de burro. Foi lindo, a piolha estava delirante, orgulhosa em cima do burro alfredo. Uma paisagem linda, com o mar ao fundo, ovelhas, póneis, um sol magnífico, amoras silvestres, um dia mais do que feliz. Só que a meio caminho, o burro alfredo passou-se e desatou a correr com a Laura às costas. Eu era quem estava mais perto, agarrei-me à corda que o alfredo tinha presa, mas o bicho era mais (bastante) forte que eu e muito mais rápido, caí e fui a arrastar pela gravilha. Queimei a mão toda que tentava agarrar a corda até não haver mais corda e ali fiquei a ver a minha mais que tudo a ser levada por um animal a alta velocidade.
Desta vez aprendi que as mães deviam vir com asas.
A Laura, a menina mais corajosa deste planeta, deixou-se ficar de lado até roçar o chão e deixou-se cair, de olhos fechados e braços a proteger a cabeça. Nem com um arranhão ficou. Nem lágrimas lhe vimos.
Se lhe perguntarem, diz que a mãe se atirou para o chão para a salvar e ficou com sangue, mas nem lhe doeu. Porque sou a mãe dela e seja em que situação for, hei-de me arrastar na gravilha as vezes que achar que são necessárias porque ela é o meu tesouro. E não são uns joelhos esfolados, umas calças rasgadas que me vão parar.
É mesmo isso que lhe digo, querida Inês, tenha ela 2 anos ou 30. Que arrisque. Eu arrisquei, não ia valer de nada, mas arrisquei. Nem pensei. Muitas das vezes nem penso. Faço. Porque pelo menos fiz. Arrisco! Prefiro arrepender-me do que fiz, do que do que não fiz. Se não tivesse (tivéssemos) arriscado, não haveria uma Laurinha nas nossas vidas.

E sim, apanhámos o susto das nossas vidas! Foi inevitável pensarmos em tudo o que poderia ter corrido mal. Que poderíamos não estar no sofá, enroscadinhos a dar graças por tudo ter acabado bem. Por termos a nossa pequenina sã e salva a dormir um soninho descansado.

Mas demos-lhe um dia fantástico, com um final feliz. E é disso que a vida deve ser feita! De finais felizes!

A Laura continuou muito amiga do alfredo e prometeu visitá-lo mais vezes.


PS. Mil obrigadas ao Rui e à Marília que nos acolheram e me trataram das mazelas!